Tesouro: volatilidade não prejudicou títulos do País

O coordenador da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Guilherme Pedras, afirmou hoje que a volatilidade nos mercados internacionais não provocou uma queda na demanda por títulos públicos brasileiros. ?Em dias de mais volatilidade, o leilão específico do dia pode ser afetado. Mas, como estratégia, a gente não tem sentido que deveria abandonar as metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF)?, disse Pedras. Segundo ele, o cumprimento das bandas fixadas no PAF continua sendo factível. O coordenador, no entanto, avaliou que a volatilidade dos mercados, desde agosto de 2007, diminuiu o ritmo de compra de títulos brasileiros por investidores estrangeiros. Pelos dados do Tesouro, a participação dos estrangeiros no total da dívida pública mobiliária interna era pouco mais de 2% em janeiro de 2007. Esse porcentual, explicou Pedras, teve um crescimento elevado até julho e, depois, estabilizou-se. Em dezembro, os investidores estrangeiros detinham 4,71% do total dos papéis, porcentual que ficou em 4,96% em janeiro. ?É possível que a crise tenha diminuído o ritmo de entrada do investidor estrangeiro?, disse Pedras.O coordenador, no entanto, não acredita que a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as aplicações de estrangeiros em títulos públicos venha a afetar o perfil da dívida pública. ?Como o perfil do investidor estrangeiro é de longo prazo, os efeitos sobre a dívida não são relevantes?, afirmou. Segundo ele, o perfil do investidor estrangeiro, observado até o momento, é de quem compra o título e espera a data de vencimento para resgatar. Com isso, o custo financeiro do IOF é diluído ao longo dos anos.

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