Tesouro volta a oferecer prefixados

O Tesouro Nacional decidiu que vai oferecer papéis prefixados de seis meses no leilão da próxima terça-feira. Alguns operadores acreditam que o mercado aceitaria papéis de 12 meses, mas o Tesouro optou pela cautela. De acordo com entrevista do secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rubens Sardemberg, à Agência Estado, as taxas de negociação de títulos no mercado futuro recuaram e estão no mesmo patamar das taxas praticadas no último leilão de prefixados. A decisão de voltar a vender títulos prefixados indica que o governo acredita que o momento de maior incerteza por parte dos investidores já passou. Ou seja, o governo acredita que as taxas de juros serão pedidas no próximo leilão não serão exageradas como da última vez que foram oferecidos títulos prefixados. Enquanto o mercado de juros ficou muito oscilante, o Tesouro optou por colocar papéis pós-fixados. Assim ele não correu o risco de aumentar o custo de sua dívida com os investidores. Vale destacar que um dos objetivos do Tesouro é mudar o perfil da dívida pública, aumentando o volume de títulos prefixados. Ao anunciar que vai voltar a oferecer títulos prefixados, o Tesouro está confiante que os investidores - leia-se bancos - estão mais atentos aos bons fundamentos da economia brasileira e confiam que o mercado externo vai iniciar movimento de estabilização.

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