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''Teste maquiou situação real das instituições''

Para economista do MIT, simulações do Fed foram pouco rigorosas

, O Estadao de S.Paulo

08 de maio de 2009 | 00h00

O blog DealJournal, do Wall Street Journal, entrevistou ontem o professor Simon Johnson, da Escola de Administração Sloan, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), sobre o resultado do "teste de estresse" a que 19 bancos foram submetidos e sobre as perspectivas da economia americana. Para Johnson, "os testes de estresse não significam muito, porque o governo adotou um cenário mais suave. Basicamente, os testes fizeram os bancos parecerem em situação melhor do que estão. Os bancos estão abrindo champanhes e celebrando". Para Johnson, os EUA deveriam adotar "uma estratégia de esperar para ver. Os bancos testados terão um mês para apresentar planos de como pretendem levantar o capital necessário, e seis meses para fazê-lo. Nós provavelmente veremos uma maior inclinação na curva de juros dos títulos do Tesouro americano. É nisso que o governo está apostando. Quando os títulos de prazos mais longos, como os bônus de 30 anos, têm retorno maior do que os de prazos mais curtos, isso deve estimular a concessão de crédito por prazos mais longos e ajudar a economia a se recuperar".O economista acredita que os bancos "vão apresentar estratégias amplas, sem entrar em muito detalhe. Os bancos deverão esperar para ver se seu valor de capitalização vai subir nos próximos meses, antes de elaborar planos detalhados para levantar capital. Na situação atual, há vantagem para os bancos em emitir bônus, e não ações ordinárias, à medida que os preços dos bônus estão baixos e isso atrairia recursos com yields mais altos, sem diluir o valor dos acionistas".Johnson aponta que a alta dos preços deve vir até o fim do ano. "O crédito que o governo colocou nos bancos torna a inflação quase inevitável. É uma receita para hiperinflação. Nos próximos um ou dois anos, o governo terá de dar um passo atrás para evitar que ela aconteça." Também o risco de default vai aumentar. "A economia europeia vai se desacelerar ainda mais. Mas é difícil quantificar o impacto para os bancos americanos, se os bancos europeus começarem a falir. A realidade vai bater duro nos próximos dois a cinco anos."Johnson disse ainda que "o governo está inflando novamente a bolha financeira. Os supersubsídios governamentais ao setor financeiro vão nos deixar presos no mesmo tipo de bolha financeira que nos levou à confusão atual". DOW JONES NEWSWIRE

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