Têxteis pedem atenção ao câmbio para compensar fraca demanda

Apesar da fraca demanda interna, o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria têxtil subiu para 85,8% em junho ante 85,4% em maio, posicionando-se bem acima da média da indústria geral de transformação, que ficou em 78,7%. Como o setor tem se beneficiado do aumento das exportações, o presidente da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Paulo Skaf, sugere mais atenção ao câmbio. "É preciso impedir desvalorizações indesejáveis do real. Isso desestimularia as exportações", afirmou o executivo. Candidato a candidato à presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Skaf defende que, no médio e longo prazos, a indústria precisa de mais acesso a financiamentos de custos competitivos, das reformas tributária, previdenciária, trabalhista e política, além de reforço nas negociações comerciais com Mercosul, Alca, União Européia, China, Índia e África do Sul. Conjuntura Referindo-se à indústria de transformação em geral, Skaf observou que o recuo de 0,2% no Indicador do Nível de Atividade Industrial (INA), divulgado pela Fiesp, comprova uma recessão industrial, "o que revela mais uma vez que está mais do que na hora de reativar a economia brasileira." Skaf considera fundamental a redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, para 16% ao ano até o final do ano, a reativação do crédito bancário, com taxas de juros compatíveis às necessidades produtivas, a redução do compulsório bancário, da carga fiscal e do spread ? diferença entre taxa de captação junto aos investidores e juros nas operações de crédito ? dos agentes financeiros.

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