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TGV admite possibilidade de não haver recursos para compra da Varig

Pela primeira vez, os Trabalhadores do Grupo Varig admitiram a possibilidade de não haver recursos para que o sinal de US$ 75 milhões, exigidos pela Justiça, seja efetuado até sexta-feira para a concretização da venda da empresa.O coordenador do TGV, Márcio Marsillac, mudou o tom de seu discurso durante uma manifestação de funcionários na porta da Varig, que está em processo de recuperação judicial há mais de um ano, e fez o anúncio: "ninguém tem 100% de segurança de que esses recursos serão apresentados na sexta-feira. Se com quem nós estamos negociando não vingar, não teremos como depositar", afirmou Marsilac, ao convocar os funcionários para uma grande mobilização na sexta-feira pela manhã, data limite fixada pela Justiça para o depósito do dinheiro.Entretanto, o coordenador da TGV disse que continua negociando a obtenção de recursos com três grupos. "As três frentes que nós temos ainda não recuaram diante da grande depreciação que estamos vivendo no momento."Durante o discurso para os manifestantes, Marsillac criticou a postura do governo e disse que os funcionários não vão deixar a Varig deixar de operar, "mesmo que ela esteja com um só avião".Críticas à JustiçaEle não poupou críticas também à demora da Justiça em homologar a compra da companhia aérea pela TGV. O coordenador lembrou que, quando houve o leilão, a Varig operava com 49 aviões e, 11 dias depois, quando a operação foi homologada, a empresa só podia contar com 19 aeronaves. Isso, segundo ele, afasta os investidores.O coordenador do TGV, Rodrigo Marocco, também criticou a demora da Justiça em homologar a proposta de compra da companhia aérea pela entidade. Segundo ele, o juiz "homologou definitivamente a proposta 11 dias depois do leilão, sem mudar uma vírgula, com a diferença que hoje a Varig só tem 19 aviões voando". Segundo Marocco, essa demora acabou preocupando os investidores que se juntaram ao consórcio do TGV. O grande temor desses sócios era ver os seus US$ 75 milhões transformados em créditos extra-concursais (que entraram após o início da reestruturação) da Varig. O TGV levou essa preocupação ao juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pelo processo de reestruturação, que decidiu homologar a venda condicionada ao pagamento do sinal até sexta-feira.Marocco também fez críticas ao governo e especialmente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), que "vem levantando barreiras tremendas ao financiamento pedido pelo TGV".Sem documentaçãoPor outro lado, A TGV não foi ao BNDES apresentar hoje o plano de negócios para a Varig, informou o repórter Alberto Komatsu. Informações de fontes que acompanham o assunto são de que o grupo ainda não teria concluído o material e teria informado isso ao banco no meio da tarde.Para avaliar o pedido de capital para investimento na empresa, o banco precisa de um plano de negócios, comprovação do fluxo de caixa para fazer frente ao serviço da dívida, garantias, além de outras informações. Ontem, o presidente do banco, Demian Fioca, havia informado que o TGV ficou de apresentar um plano de negócios, que seria analisado pelo banco.

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