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TGV deve divulgar nome de investidor para compra da Varig

O deputado estadual Paulo Ramos (PDT-RJ) informou nesta segunda-feira que os Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) devem apresentar ao juiz Luiz Roberto Ayoub, que cuida da recuperação judicial da empresa, um documento no qual a organização assume a responsabilidade de divulgar o nome do investidor que estaria associado a ele (TGV). Mas, para tanto, a Justiça do Rio de Janeiro deve homologar definitivamente a proposta que fez pela compra da Varig. Ainda nesta segunda, a Justiça do Rio deve se pronunciar sobre a proposta feita pelo TGV durante o leilão judicial da Varig. Foi ofertado 1,010 bilhão pela companhia completa - inclusas as rotas internacionais. Ayoub já pediu duas vezes esclarecimentos sobre a origem do dinheiro, mas a Justiça ainda não considerou as respostas suficientes. Dificuldade A dificuldade do TGV em encontrar investidores para financiar o consórcio abriu caminho para a entrada em cena da estatal portuguesa de aviação, a TAP. Desde o final da semana passada, é estudada a falência continuada da Varig com o grupo português assumindo a gestão operacional e financeira da empresa até a realização de novo leilão. A alternativa foi confirmada pelo próprio presidente da TAP, Fernando Pinto, que está no Brasil tocando pessoalmente as negociações. Segundo ele, além da TAP, o consórcio seria integrado também por Air Canadá e pelo banco brasileiro Brascan, controlado pelo fundo canadense Brookfield. Essa possibilidade está prevista na Lei de Recuperação Judicial e prevê que a Varig, mesmo após sua quebra, continue operando para preservar ativos e a marca. De acordo com Pinto, a TAP e a Air Canadá fariam a reestruturação da malha de vôos e de frota da Varig. O banco Brascan, por sua vez, garantiria o giro do fluxo de caixa da companhia, maior problema da empresa atualmente. Prorrogação A Varig precisa urgentemente de dinheiro para poder sensibilizar o juiz Robert Drain, da Corte de Nova York. Na quarta-feira, ele decide se prorroga liminar que protege a empresa contra o arresto de pelo menos 25 aeronaves, das quais 23 voam para o exterior. Sem esse sinal positivo, ele não teria como evitar a paralisação da operação internacional da Varig quase que imediatamente, já que a companhia usa 27 aviões para voar para fora do Brasil. Enquanto isso, o TGV luta para convencer algum dos cinco investidores, com quem alega manter conversações, a entrar no negócio e garantir a aprovação de sua proposta pela Justiça. Pelo menos um dos potenciais financiadores, a companhia aérea chilena Lan Chile, desistiu de apoiar a organização na última hora. Isso reforça os rumores de que o TGV estaria sozinho na busca por novos financiadores.Outro investidor que estava se aproximando do TGV era o ex-presidente da VarigLog, José Carlos Rocha Lima, que preside atualmente a Syn Logística. Mas fontes do mercado relatam que ele estaria negociando diretamente com a Varig. Essa foi a alternativa usada pela TAP, que desde o começo havia descartado uma associação com o grupo dos trabalhadores.

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