'The Economist' aponta riscos na América Latina

A despeito das mudanças econômicas promovidas nos principais países da região nos últimos anos, a América Latina ainda é mais dependente dos Estados Unidos do que muitos supõem. A avaliação é da revista britânica The Economist, que publicou ontem, em seu site, uma reportagem sobre o impacto da crise dos EUA nas Américas do Sul e Central. Segundo a revista, uma prova de que os laços ainda são muito próximos foi a forte queda do Índice Bovespa na última segunda-feira (dia 29), quando a Câmara dos Representantes dos EUA rejeitou o pacote de socorro do sistema financeiro apresentado pelo governo Bush. Enquanto o Índice Dow Jones perdeu 7% naquele dia, o principal termômetro da bolsa paulista caiu 9%. Ainda assim, a Economist reconhece que alguns países da região - notadamente Brasil, México, Colômbia e Peru - estão mais bem preparados para enfrentar a crise. No caso brasileiro, a revista destaca a solidez do sistema bancário, em parte pelo fato de que as instituições financeiras do País não estavam expostas aos papéis lastreados em hipotecas de segunda linha (subprime). A outra razão é que os bancos brasileiros "não são dependentes do crédito estrangeiro". O outro vetor de preocupação diz respeito aos preços das matérias-primas (commodities), uma vez que praticamente todos os países da região se beneficiaram das altas desses produtos. Alguns, para a Economist, sofreriam mais: Venezuela, Argentina e Equador. "O Brasil, maior economia latino-americana, parece melhor posicionado. Mas as commodities respondem por 50% das exportações, deixando-o, também, vulnerável a uma queda nos preços." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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