The Economist defende ajuda à Argentina

As novas medidas econômicas são incompletas, os riscos de fracasso enormes, mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve conceder ajuda à Argentina. A opinião é da revista britânica The Economist, que, em editorial, alertou que, caso o país não receba apoio financeiro, os efeitos serão severos. ?Poderão incluir até a derrubada da democracia no país", diz a revista. "Em sua terrível situação presente, a Argentina não pode ser abandonada."Para a revista, a ajuda poderá ser concedida quando o governo argentino chegar a um plano econômico parcialmente plausível. "A brecha entre o ponto onde governo está agora e um plano que seja ´três quartos´ plausível não deve ser impossível de superar."ConfusãoA revista teceu críticas à política adotada pelo FMI para a Argentina no passado e alertou que, qualquer que seja a estratégia da instituição no futuro, ele será criticado. "Afinal de contas, a Argentina está nessa confusão em primeiro lugar por causa do FMI."Segundo a The Economist, apesar de ter concedido empréstimos ao país no ano passado, o fundo não ofereceu apoio quando ele era necessário. "Ele foi muito duro com a Argentina, exigindo austeridade fiscal que os políticos do país não podiam sustentar. Mas, ao mesmo tempo, foi muito leniente, "permitindo que o governo persistisse com políticas fracassadas".RiscoA revista salienta que o governo argentino ainda não tem um plano econômico totalmente convincente. O governo precisa anunciar ainda, por exemplo, uma meta inflacionária. Além disso, adiou algumas decisões sobre a reforma fiscal, especialmente no que se refere às províncias. "O novo orçamento do governo no papel é austero, com certeza, mas será que há determinação para levá-lo adiante? Isto não está claro. Para colocar o assunto de uma maneira leve, qualquer que seja o dinheiro fornecido pelo FMI, ele estará em risco."?Show?The Economist alerta que o mais importante, neste momento, é que o plano econômico seja visto como argentino, "ao invés de o FMI fazer um grande show, impondo detalhes que terão pouco efeito no resultado final, à exceção de tornar mais fácil abandonar o acordo durante a sua vigência, deixando a culpa na porta dos outros".Com ironia, a revista conclama o fundo, "ao planejar o seu próximo desastre de relações públicas, a levar isso em conta". Leia o especial

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