The Economist destaca: Chávez ganha e Lula perde

A revista The Economist afirma que nacionalização do setor de gás na Bolívia parece ter representado "uma vitória para os planos regionais de Chávez (Hugo Chávez, presidente da Venezuela) e uma derrota para o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva".Segundo a publicação britânica, a estratégia de Chávez colide com a do Brasil. A estratégia do líder venezuelano, observa a The Economist, é construir uma aliança contra os Estados Unidos, liderada por ele e baseada principalmente no controle e distribuição de energia. A ambição brasileira é liderar uma América do Sul unida pelo comércio e cooperação entre a Comunidade Andina e o Mercosul.Convidada pelo Brasil, a Venezuela está negociando sua plena aderência ao Mercosul. Ainda assim Chávez está causando problema naquele grupo também, observou a revista. "Se o Mercosul tiver que morrer para alguma coisa melhor emergir, que seja assim, disse ele num encontro com dois presidentes do bloco no mês passado."Segundo a The Economist, a resposta de Lula à decisão do presidente boliviano Evo Morales de nacionalizar a indústria de gás foi "conciliatória". Lula convidou Morales, Chávez e o presidente da Argentina, Nestor Kirchner, para um encontro de emergência, realizado hoje. "Mas a aliança da Bolívia com a Venezuela, e sua perseguição contra a Petrobras, representa claramente uma esnobada para o Brasil", disse a revista.Morales poderá ainda reverter para um trajeto mais pragmático, observa a The Economist. "Mas sua aliança com Chávez e Fidel Castro, mais até do que a nacionalização, envia um sinal errado que a Bolívia pode estar retrocedendo rumo ao nacionalismo estatizador", disse.

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