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Thomson: saques elevados antes da nova regra

As retiradas dos fundos referenciados DI (pós-fixados) em maio devem ficar abaixo da saída de US$ 1,41 bilhão registrada em abril. A projeção é do vice-presidente da Thomson Financial Brasil, Henrique Garcia Spinosa Netto, que explica que a saída de abril, puxada pelos grandes investidores, foi recorde. A termo de comparação, as retiradas em renda fixa e DI em março somaram US$ 630 milhões. "Tendo conhecimento do mercado e das carteiras dos fundos, os grandes investidores se anteciparam e sacaram seus recursos", afirmou Spinosa Netto, referindo-se à decisão do Banco Central de exigir a contabilização dos títulos dos fundos de investimento pela marcação a mercado - precificação dos papéis que compõem a carteira pelo valor de mercado. O levantamento relativo ao mesmo de maio ainda não está pronto, mas a Thomson já tem os dados relativos às últimas quarta-feira (dia 29) e sexta-feira (dia 31), prazo final para o ajuste exigido pelo BC. Nestes dois dias, as saídas somaram R$ 1,3 bilhão. De acordo com Spinosa Netto, esse movimento de saída foi menor do que o ocorrido nos mesmos dias de abril, o que confirmaria a tendência de retiradas menores no total do mês de maio. "Esta é uma avaliação preliminar, porque não sei se o movimento de saída dos grandes investidores continuou na primeira quinzena de maio", ponderou o vice-presidente da Thomson. Mas, desde agosto de 2001, quando essa pesquisa começou a ser feita no Brasil, as retiradas de abril são recorde para um mês. Há uma exceção sazonal: os meses de novembro e de dezembro, quando as empresas sacam recursos do capital de giro para honrar compromissos, como encargos trabalhistas. Neste meses, as retiradas giram em torno de US$ 2 bilhões.Prejuízo para investidor que permaneceu na carteiraOs elevados saques efetuados em abril provocaram perdas para os investidores que permaneceram nas carteiras, cujas cotas ainda não haviam sido marcadas a mercado. Analistas criticaram a postura do Banco Central que anunciou a medida em fevereiro e concedeu um prazo muito longo para a adaptação dos fundos à nova regra. Segundo eles, uma medida como essa deveria exigir adoção imediata, justamente pela possibilidade de arbitragem que esse prazo poderia causar aos fundos de investimento.Para entender qual foi o prejuízo dos investidores que permaneceram nas carteiras, veja mais informações nos links abaixo.

Agencia Estado,

05 de junho de 2002 | 17h50

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