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ThyssenKrupp religa alto-forno da CSA

A ThyssenKrupp retomou as atividades de um alto-forno da Companhia Siderúrgica do Atlântico, usina instalada no Rio de Janeiro que a companhia alemã está tentando vender. A informação foi divulgada ontem pelo grupo. No último dia 12 de junho, a Reuters havia informado que a CSA tinha parado, fazia pelo menos um mês, um de seus dois alto-fornos depois de ter enfrentado problemas relacionados à poluição e na sua coqueria.

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2013 | 02h19

Os problemas têm dificultado os planos da ThyssenKrupp para vender a usina. Como resultado, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está reconsiderando o valor que está disposta a pagar pela participação de 73% da Thyssen na CSA, disse uma fonte no início deste mês. A ThyssenKrupp colocou à venda a unidade Steel Americas, formada pela CSA e por uma laminadora de aço no Alabama, nos Estados Unidos, no ano passado.

Depois de não conseguir vender a empresa, a ThyssenKrupp registrou baixas contábeis que diminuíram o valor da Steel Americas: de 7 bilhões para 3,9 bilhões em dezembro (US$ 5,1 bilhões). Com outra baixa ocorrendo em maio, o valor chegou à 3,4 bilhões.

Um porta-voz do grupo alemão afirmou ontem que o alto-forno retomado da CSA precisa agora passar por uma elevação de temperatura. "Estamos otimistas de que ele voltará a operar em plena capacidade em breve", disse ele. A ThyssenKrupp alegou "instabilidade de processo" para justificar a paralisação, recusando-se a fornecer mais detalhes. A paralisação reduziu a produção da CSA para menos de metade da sua capacidade anual de 5 milhões de toneladas.

No início do ano, o presidente do conselho de administração da Thyssen, Gerhard Cromme, admitiu erros que contribuíram para grandes prejuízos sofridos pelo grupo alemão. Meses depois, o executivo deixou o cargo, em meio a críticas por sua suposta participação em escândalos relacionados ao pagamento de suborno e gastos excessivos com executivos.

Diante de um cenário complicado para a siderurgia, com um excedente de cerca de 500 milhões de toneladas de aço no mundo, a Thyssen corre para vender a siderúrgica do Rio e a laminadora do Alabama, que até o momento só deram prejuízo. / REUTERS

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