TIM aprova venda de torres por R$ 3 bilhões

Acordo faz parte de projeto da Telecom Italia, dona da operadora brasileira, para arrecadar recursos para reduzir sua endividamento

O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2014 | 02h04

A TIM Participações aprovou ontem, em reunião do conselho de administração da companhia, a venda de até 5.240 torres, por cerca de R$ 3 bilhões, para a American Tower do Brasil, subsidiária do grupo americano. O projeto como um todo, aprovado pelo conselho, prevê desinvestimentos de até 6.481 torres de telecomunicações.

Para as demais 1.241 torres, Claro, Americel e Embratel terão direito de aquisição, conforme previsto nos contratos de compartilhamento que mantêm com a TIM. Caso não exerçam esse direito, a American Tower do Brasil poderá adquirir os ativos restantes, segundo comunicado da companhia, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essas torres fazem parte dos ativos da TIM Celular, que recebeu autorização para se desfazer do negócio.

As torres negociadas para American Tower do Brasil serão alugadas pela própria operadora de telefonia pelos próximos 20 anos.

A Telecom Itália, controladora da TIM Participações, colocou as torres à venda como parte de um plano de desinvestimentos de 4 bilhões para reduzir sua dívida e ajudar a financiar investimentos.

Durante a divulgação de resultados do terceiro trimestre da Tim Brasil, o presidente da subsidiária brasileira, Rodrigo Abreu, tinha informado que a companhia iria concluir este ano a venda das torres.

Agressiva. A American Towers tem feito pesadas aquisições para expandir fora dos Estados Unidos. Em junho, a companhia comprou o controle da BR Towers da GP Investments, em um negócio de R$ 2,18 bilhões.

Fundada por fundos da GP em 2012, a BR Towers opera mais de 4,3 mil torres em todo o Brasil, incluindo ativos que foram comprados das operadoras de telefonia Vivo e Oi.

O grupo americano, fundado em 1995, foi criado com propósito de adquirir, construir, administrar e compartilhar torres de telecomunicações. Três anos depois, a companhia abriu o capital na Bolsa de Valores de Nova York para financiar sua expansão. No ano seguinte, deu início ao processo de internacionalização ao ir para o México. No início dos 2000, chegou ao Brasil.

O País tem cerca de 50 mil torres de telecomunicações, mas apenas 15% delas estão nas mãos de empresas especializadas, de acordo com estimativas do mercado. A maioria é gerenciada pelas próprias operadoras de telefonia. Nos EUA, as empresas especializadas são donas da metade das torres existentes.

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