TIM, Claro e Vivo ganham exclusividade para negociar ativos móveis da Oi

Apesar de operadoras agora estarem em vantagem, oferta da empresa de infraestrutura Highline pela Oi Móvel segue em pé

Circe Bonatelli, Fernanda Guimarães e Renato Carvalho - O Estado de S.Paulo

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O consórcio formado por TIM, Vivo e Claro ganhou exclusividade nas negociações para aquisição das redes móveis da Oi, segundo confirmaram as empresas de telefonia em fato relevante ao mercado. Na prática, isso significa que as partes avançarão em detalhes sobre os termos financeiros e operacionais da oferta.

Oi está em recuperação judicial desde 2016 Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO

A reportagem já havia antecipado,  no último sábado, que este movimento estava prestes a acontecer. Procurada, a Oi não se manifestou até o fechamento desta edição. 

O acordo de exclusividade firmado há cerca de dez dias  entre a Oi e a Highline do Brasil expirou na segunda-feira e não foi renovado, abrindo caminho para que o consórcio das teles assumisse a dianteira da disputa.

Mesmo perdendo essa vantagem, a oferta inicial da Highline teve caráter vinculante e continua valendo. Ou seja, a empresa ainda tem chance de ficar com os ativos da Oi, cuja venda se dará por meio de leilão, de acordo com o novo plano de recuperação judicial da operadora.

O Estadão/Broadcast apurou também que a oferta da Highline enfrentou resistência  por parte de bancos que figuram entre os credores da Oi e que participarão da assembleia para deliberar sobre a aceitação ou não do novo plano.

Uma fonte envolvida das conversas comentou que, na visão desses bancos, a Highline não teria poder de fogo para bancar uma oferta pelas redes móveis da Oi.

Preço dos ativos

A Oi avalia suas redes de telefonia e internet móveis, que reúnem 33,9 milhões de clientes, em ao menos R$ 15 bilhões. A primeira oferta partiu de TIM, Vivo e Claro em meados de julho. Oficialmente, o valor não foi informado, mas  teria sido de R$ 15,1 bilhões.

Na sequência, a empresa de infraestrutura de telecomunicações Highline, controlada pelo fundo norte-americano Digital Colony, colocou na mesa um valor superior a esse lance mínimo. Daí veio a reação de TIM, Vivo e Claro, com nova oferta, agora com o valor de R$ 16,5 bilhões.

A Highline é desconhecida do grande público porque não atende diretamente o consumidor final. A empresa trabalha com infraestrutura de telecomunicações, como redes e antenas. Isso também justifica os questionamentos sobre a sua capacidade de prestar o serviço de telefonia e internet móvel se vier   arrematar a Oi Móvel .

Por outro lado, o controlador da Highline é um peso-pesado. O fundo Digital Colony tem mais de US$ 20 bilhões em investimentos globais em infraestrutura digital. Portanto, um cheque pela rede da Oi estaria à altura do sua capacidade.

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