TIM entra com mandado de segurança

A TIM informou que entrará hoje com mandado de segurança para não ser forçada a interromper as vendas e ativações de novos chips a partir da próxima segunda-feira. A operadora, que foi a líderes em reclamações de clientes em 18 Estados e no Distrito Federal ao longo dos últimos 18 meses, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foi a mais prejudicada pela medida da agência.

E.R., F.S. e MÔNICA CIARELLI, DO RIO, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2012 | 03h11

A TIM, que na prática vem distribuindo chips no País - o valor de venda é de R$ 5, mas a linha é habilitada com R$ 10 em créditos -, será proibida de habilitar novos clientes em uma área que representa 61,9% do mercado atual de telefonia móvel, segundo análise da Concórdia Corretora.

A Claro, operadora mais reclamada em São Paulo, terá as vendas afetadas em 28% do mercado nacional, enquanto os cinco Estados da Oi contribuem com 9,3%. As ações da TIM caíram 8,56%, para R$ 8,65, no pregão de ontem da BM&FBovespa.

Desempenho. Em nota divulgada ontem, a operadora argumentou que vem apresentando bons resultados no Índice de Desempenho no Atendimento da Anatel (IDA), que mede o volume e o prazo de atendimento das reclamações à agência.

"A TIM reduziu em 36% a taxa de reclamações no primeiro trimestre deste ano, sobre o ano passado, e hoje tem a segunda melhor performance do setor", argumenta a companhia.

Em reunião com a Anatel ontem, a empresa contestou os critérios para suspensão das vendas. Mesmo assim, comprometeu-se a apresentar um plano de investimentos preliminar para atender às exigências da agência.

Ontem, as ações da TIM caíram 8,77% no Brasil. Na Itália, os papéis da Telecom Italia, controlada da TIM, caíram 7,1%. /

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