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TIM mantém ajustes nos preços de planos pré-pagos

Segundo a companhia, a estratégia tem resultado em crescimento da recarga média, e tem aproximado o cliente da adesão de planos mensais, como o Controle

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2016 | 12h13

SÃO PAULO - Tradicional no segmento pré-pago, a TIM vem praticando reajustes nos valores dos planos e na oferta da franquia de dados. O objetivo é ampliar a receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) e impulsionar a migração de seus clientes dos pacotes diários - cujas receitas estão sujeita a maiores oscilações - para planos semanais e/ou mensais - com receitas mais próxima da estabilidade.

"A migração para ofertas recorrentes vai aumentar o Arpu por aumentar a frequência de uso do serviço", afirmou há pouco o diretor-presidente da companhia, Stefano de Angelis, em teleconferência com investidores e jornalistas.

Na avaliação dos administradores da TIM, o mercado brasileiro ainda tem um número muito grande de clientes pré-pagos, sendo que boa parte deles têm chips de duas operadoras, o que faz com o faturamento médio por usuário seja baixo.

Para aumentar a rentabilidade, em outubro a TIM aumentou de R$ 7 para R$ 9 o valor do Plano Infinity Turbo 7 - que inclui chamadas de voz e franquia de internet por sete dias - e ofertou, promocionalmente, um aumento no volume de tráfego de dados.

Segundo a companhia, a estratégia tem resultado em crescimento da recarga média. Além disso, tem aproximado o cliente da adesão de planos mensais, como o Controle. "Uma vez que o cliente chega a um plano recorrente, com gasto semanal de R$ 7 a R$ 10 reais, é mais fácil convencê-lo a mudar para um plano mais amplo, como o Controle", disse De Angelis.

O executivo comentou também que entende como uma tendência os esforços de todas as empresas do setor de telecomunicações em buscar ganho de eficiência e aumento da rentabilidade, em vez de ofertar promoções agressivas para ganho de participação no mercado. Segundo De Angelis, essa transformação da estratégia "não é uma oportunidade negócios, mas sim uma "necessidade".

"Os resultados do setor hoje não têm sustentabilidade de longo prazo", observou, citando os investimentos pesados em obrigações regulatórias, expansão da rede e novas tecnologias. "As empresas com alta necessidade de investimento precisam ter uma rentabilidade e uma margem adequada. Hoje, essa dinâmica no Brasil, não foi respeitada. Isso está claro no resultado de toda a indústria", afirmou.

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