TIM manterá planos com chamada ilimitada

Presidente da operadora, Andrea Mangoni, disse que empresa vai acelerar investimentos nas redes, mas não mudará estratégia comercial

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h08

Mesmo proibida de vender novos chips de celulares e internet móvel em 18 Estados e no Distrito Federal, a TIM pretende continuar sua agressiva estratégia comercial com o oferecimento dos chamados planos Infinity, que estão por trás do forte crescimento da base de clientes da companhia nos últimos meses. Ao invés de reduzir as ofertas, a operadora garante que irá acelerar os investimentos nas redes.

"A estratégia comercial da TIM se tornou um sucesso e não deve ser modificada, mas precisamos desenvolver melhor capacidade de adequação da rede", afirmou ontem o presidente da companhia, Andrea Mangoni.

Segundo o executivo, as promoções da empresa por meio do Infinity e outros planos propiciaram a inclusão digital de parte de população em um mercado que ainda tem um grande potencial a ser explorado.

Apesar das falhas detectadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que levaram à suspensão da venda de novas linhas da empresa na maior parte do País, Mangoni argumentou que a estratégia comercial da TIM sempre levou em consideração a necessidade de investimentos, mas reconheceu que a companhia foi incapaz de ampliar a infraestrutura a tempo.

"O que acontece é que a exigência de tráfego cresce a um ritmo mais veloz do que a capacidade de adaptação das redes. Nosso empenho está no sentido de acelerar investimentos para acabar com esse descompasso", afirmou. De acordo com Mangoni, a própria TIM já havia identificado problemas em alguns Estados, mas "não tão graves para uma medida de suspensão".

O presidente da Telecom Itália, controladora da TIM, Franco Bernabè, frisou que a companhia não irá forçar as vendas a ponto de comprometer a qualidade do serviço. "Buscaremos alinhar nossa estratégia com os investimentos e lançaremos promoções apenas onde a rede estiver apta a sustentar esse esforço", disse o executivo, que veio ao Brasil para tentar solucionar o que classificou reiteradamente como uma "crise de crescimento" da companhia.

Bernabè lembrou que a TIM investe R$ 8,5 bilhões no Brasil entre 2011 e este ano e destacou que a companhia assumiu um compromisso de 30 anos no País com a aquisição de licença para operar o 4G a partir de 2013.

"Queremos que a situação seja resolvida o mais rápido possível, pois problemas operacionais e competitivos não podem ser mantidos por muito tempo", afirmou o empresário que apresentou um plano de 800 páginas à Anatel.

Vivo. Apesar de não ter sido suspensa em nenhum Estado, a Vivo também precisa apresentar um plano de melhorias à Anatel. O presidente da companhia, Antônio Carlos Valente, disse ontem que a companhia não irá aumentar seus investimentos previstos. Para o período de 2011 a 2014, a empresa pretende desembolsar R$ 24,3 bilhões.

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