TIM pede mais prazo à Anatel para suspender promoção

A operadora de telefonia TIM pediu ontem mais prazo à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o cumprimento da decisão que suspende a promoção Infinity Day. De acordo com a companhia, o prazo maior é necessário por conta de condições técnicas, "a fim de que suas determinações sejam colocadas em vigor preservando a integridade das informações dos usuários e também a plataforma de tarifação". A Anatel informou ter recebido o pedido, mas, até a noite de ontem, ainda não o havia analisado.

O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2012 | 02h03

No final de semana, a TIM havia tentado derrubar na Justiça a suspensão da Anatel, mas o juiz Flávio Marcelo Sérgio Borges, da Justiça Federal do Distrito Federal, manteve a decisão. Em seu despacho, o juiz criticou a "ânsia lucrativa" da TIM e considerou que a agência tinha a prerrogativa de suspender a ação com objetivo de assegurar a qualidade do serviço.

Ilimitada. A oferta da TIM consiste em ligações ilimitadas durante um período de 24 horas por preços fixos. No caso das chamadas locais de TIM para TIM, cada usuário pagaria apenas R$ 0,50 por dia, enquanto todos os interurbanos entre aparelhos da companhia nesse período custam R$ 1 para cada cliente. A promoção estava ativada nos Estados do Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Amazonas e no interior de São Paulo.

Entre o fim de julho e o início de agosto deste ano, a TIM ficou proibida de comercializar novas linhas em 19 unidades da federação durante 11 dias. A empresa foi punida nos Estados onde apresentava o maior índice de reclamações dos usuários em relação à qualidade do atendimento e dos serviços. Na ocasião, a Claro e a Oi também foram punidas.

Para que pudessem voltar a vender novos chips, todas as companhias do setor apresentaram planos de melhorias ao órgão regulador, com metas específicas para os próximos dois anos. Dentre as obrigações acertadas entre a Anatel e as empresas, estava a submissão de qualquer nova promoção de chamadas ou de banda larga móvel ao crivo da agência, evitando que tais ofertas voltassem a estrangular a capacidade das redes. / AGÊNCIA ESTADO

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