Tim
Tim

carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Tim vê base de clientes encolher no 3º trimestre, mas presidente minimiza perdas

Entre setembro de 2019 e o mesmo mês de 2020, operadora perdeu 3,2 milhões de clientes; queda foi liderada pelos usuários dos números pré-pagos

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2020 | 09h00

Após ver um encolhimento considerável na base de clientes ao longo do terceiro trimestre, o presidente da Tim Brasil, Pietro Labriola, minimizou a debandada. Segundo ele, uma parte dos consumidores será recuperada ainda este ano. Para a outra parte, a empresa não fará esforços, contou, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast.

Entre setembro de 2019 e o mesmo mês de 2020, a operadora perdeu 3,2 milhões de clientes, indo a 51,1 milhões (recuo de 6,2%). A queda foi concentrada no segmento de pré-pagos, com baixa de 11,6%, enquanto no pós houve alta de 2,3%.

A Tim adota a política de desligar os usuários de chips pré-pagos que passam 105 dias sem fazer uma recarga sequer. Segundo Labriola, o trimestre foi marcado pela baixa de consumidores que passaram muito tempo sem inserir créditos em suas contas pré-pagas nos meses de auge da pandemia, quando estavam sem dinheiro ou sem lojas abertas para recargas.

"Para manter os chips ativos, tinham que fazer recarga mesmo na pandemia, o que não aconteceu", sintetizou. "A melhora nas recargas só começou a partir da segunda metade de junho. E hoje estamos vendo pessoas ligarem para nossos call centers pedindo a reativação dos números", disse.

"A queda (na base pré-paga) é uma tendência que está acabando. Nossa projeção é que em novembro e dezembro as adições líquidas serão positivas", estimou o executivo.

O CEO da Tim explicou ainda que há clientes que possuem chips unicamente para se conectar às redes wifi, sem gerar receita com recargas. Na sua visão, isso não é vantajoso para a operadora, que precisa sustentar uma infraestrutura complexa de redes para o tráfego de dados e ainda gastar dinheiro com pagamento do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) baseado no número total da base de clientes, independentemente se fazem recargas ou não.

"Nós pagamos Fistel e mantemos uma rede enorme para permitir que o cliente use seu número no Whatsapp. E o Whatsapp nos paga alguma coisa? A resposta é não. Aí fica a provocação".

"Não somos contra a inovação trazida pelos OTTs (nome dado às empresas de tecnologia que prestam serviços digitais com base nas redes das operadoras, caso de Whatsapp e Netflix, por exemplo). Mas não temos medo de perder o cliente com essa característica (que não gera receita). Estamos construindo uma estratégia de crescimento sustentável para a companhia", explica.

O CEO da Tim ressaltou ainda que uma parte dos clientes tem migrado para planos pós-pagos, cuja base tem crescido. Em outubro, por exemplo, a operadora anotou adições líquidas na ordem de 100 mil usuários para a base pós-paga.

Tudo o que sabemos sobre:
TIM

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.