Tito Martins troca Vale pela Votorantim Metais

Executivo comandou a operação da mineradora no Canadá e foi cotado para a presidência após a saída de Roger Agnelli

MÔNICA CIARELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h05

Em negociação discreta, o executivo Tito Martins trocou, após 27 anos, a Vale pelo comando da Votorantim Metais. A saída efetiva será em agosto. Antes, Martins vai participar da divulgação do balanço financeiro do segundo trimestre, marcada para hoje.

O ex-diretor executivo de Finanças da Vale deverá assumir a Votorantim Metais somente em outubro. Até lá, participará de um programa de transição com João Bosco Silva, atual presidente da empresa, que passa a integrar um Comitê ligado ao Conselho de Administração.

Em nota, a Votorantim destaca que a contratação de Martins tem como pano de fundo acelerar o plano de expansão do grupo em mineração.

Com um orçamento de R$ 6,5 bilhões até 2013, a Votorantim Metais quer ampliar suas operações de bauxita, explorar alumina no Pará e carvão metalúrgico na Colômbia. Além disso, tem planos de aumentar a capacidade da peruana Mipo, comprada em 2010. "Estamos confiantes que sua experiência vai agregar valor às nossas operações integradas de mineração e metalurgia", afirmou, em nota, o presidente da holding, Raul Calfat.

Carreira. Desde 1985 na Vale, Martins chegou a comandar as operações da mineradora no Canadá. Em 2011, foi cotado para substituir Roger Agnelli na presidência, mas Murilo Ferreira foi o escolhido.

Para o banco Barclays, a saída de Tito Martins não deve causar mudanças na condução da Vale. "Achamos que é uma perda lamentável para a empresa. No entanto, não vemos mudanças no foco estratégico. No momento, todas as atenções continuam voltadas a quaisquer sinais de recuperação da demanda chinesa."

Quanto aos resultados financeiros, o consenso do mercado financeiro é de que a Vale registre uma queda de 50% no lucro do segundo trimestre, na comparação anual, para US$ 3,18 bilhões.

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