Títulos brasileiros fecham em alta e risco Brasil recua

O mercado da dívida externa brasileira operou nesta sexta-feira totalmente atrelado aos títulos do Tesouro norte-americano. O mercado ficou praticamente parado até às 10h30 da manhã, horário em que saiu o dado sobre o desemprego nos EUA. Os sinais de que não está havendo recuperação no mercado de trabalho norte-americano derrubou o juro dos títulos dos Estados Unidos e desencadeou uma onda de compras dos papéis brasileiros, que estão entre os mais líquidos da dívida dos emergentes. O fato é que os juro norte-americanos está em um patamar muito baixo e, para tentar um ganho superior, os investidores tendem a assumir um risco maior, optando por mercados de países emergente. A economia norte-americana criou apenas 21 mil vagas em fevereiro, muito abaixo do que os analistas esperavam (pelo menos 125 mil empregos), indicando que o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) não poderá subir tão já as taxas básicas de juro nos EUA. Para que a recuperação econômica norte-americana se sustente, os economistas estimam que é preciso criar, no mínimo, 200 mil novas vagas ao mês. Fechamento dos negócios Com o fraco número do emprego, o juro projetado pelos papéis dos Estados Unidos de dez anos caiu para o nível mais baixo desde julho de 2003. O C-Bond ? principal título da dívida brasileira negociado no exterior ? fechou em 97,875 centavos por dólar, uma alta de 1,16%. Já o Global 40 terminou na máxima de 109,20 centavos por dólar, o que representa uma alta de 2,56%. O mercado da dívida externa prestou pouca atenção nesta sexta-feira às notícias políticas domésticas, mas considerou positiva a movimentação do governo para garantir que a CPI do bingo não saia do papel. A falta de notícias negativas ajudou a impulsionar o volume negociado com os papéis da dívida, que ficou bem acima da média da semana. O risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do Brasil ? fechou em queda de 14 pontos, em 536 pontos-base.

Agencia Estado,

05 Março 2004 | 19h46

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