Títulos brasileiros fecham em queda e risco Brasil sobe

Os papéis da dívida externa não conseguiram repetir o fechamento de ontem, quando terminaram o dia nas cotações máximas. Num ambiente de liquidez reduzida (volume de negócios) e incertezas políticas no cenário interno, os investidores preferiram manter a cautela e ficaram mais na ponta de venda. O último negócio com o C-Bond, principal títulos da dívida brasileira negociado no exterior, foi fechado em 96,750 centavos por dólar, queda de 0,39%. Na mínima, o papel ficou em 96,563 e, na máxima, atingiu 97,375 centavos por dólar. O Global 40 fechou em 106,50 centavos por dólar, queda de 0,84%, depois de variar entre a mínima de 106,250 e a máxima de 107,650 centavos por dólar, de acordo com a corretora López Léon. O risco País- taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país ?, calculado pelo JP Morgan, oscilou entre 538 e 551 pontos-base e fechou em alta de 2 pontos, em 549 pontos-base. Cenário político influencia Segundo um operador, o mercado continua apreensivo com a questão política. Os preços dos títulos da dívida abriram nas máximas, disse, mas cederam terreno no meio da manhã com a notícia de que o líder do PL, senador Magno Malta (ES), havia apresentado o requerimento para a criação de uma CPI para investigar o funcionamento dos bingos. Os preços dos papéis da dívida se recuperaram parcialmente à tarde quando o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, informou que os líderes da base aliada não vão permitir a abertura de CPI porque não vão indicar os representantes partidários para o funcionamento da comissão.

Agencia Estado,

04 Março 2004 | 19h17

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