Títulos da dívida externa mantêm alta depois do Copom

O mercado da dívida externa brasileira, que ainda operava quando o Copom anunciou, por volta das 18h50, a elevação de meio ponto na Selic para 18,25%, digeriu bem a notícia. Os papéis brasileiros não interromperam o movimento de recuperação em que vinham esta tarde, depois de três sessões de queda, e fecharam em alta por volta das 19h40.O dia foi de muita volatilidade e os papéis brasileiros chegaram a contrariar os Treasuries pouco depois da divulgação, às 11h30, do indicador mais esperado do dia, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de dezembro nos EUA. O CPI caiu 0,1%, ante a expectativa de dado estável, e o núcleo do índice subiu 0,2%, como era esperado.Com os dados basicamente em linha, sinalizando manutenção do ciclo de alta moderada dos juros nos EUA e levando a taxa dos Treasuries de dez anos abaixo de 4,20%, o petróleo recuando (fechou em queda de 1,72% em Nova York) e o risco Brasil melhorando (caía 2 pontos para 437 pontos-base às 19h00), os papéis brasileiros acharam fôlego para subir, disse uma analista.Segundo ela, os participantes locais aproveitaram os bons fundamentos do País e a queda recente nos preços para aumentar sua posição em papéis da dívida. Ela anota, contudo, que não acabou o movimento técnico de realização e realocação de carteiras emergentes que tem pressionado o preço dos títulos brasileiros desde o início do ano.No fechamento, o Global 40 foi negociado em 113,300 centavos por dólar, com alta de 0,35%, segundo a corretora López Léon. O papel oscilou entre a mínima de 113,250 e a máxima de 114,000 centavos por dólar. O C-Bond fechou na mínima, em 101,062 centavos por dólar, alta de 0,06% sobre o fechamento de ontem. Na máxima, o C-Bond saiu por 101,187 centavos por dólar.

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