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Títulos recuam e risco Brasil é o maior desde outubro

O risco Brasil ? taxa que mede a confiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida do país ? chegou hoje a 604 pontos base. Quanto maior essa taxa, maior o risco dos papéis da dívida do país. O patamar desta quinta-feira é o maior desde o dia 31 de outubro de 2003, na comparação com os números de fechamento do índice, segundo informou o repórter André Palhano. Naquela data, o risco Brasil encerrara os negócios em 607 pontos base.O C-bond e o BR40, títulos da dívida brasileira negociados no exterior, não chegavam ao patamar verificado nesta quinta-feira desde o dia 12 de novembro do ano passado. De acordo com apuração da editora Cynthia Decloedt, na mínima registrada até o início da tarde, o C-bond operou em 93,625 centavos por dólar e o BR40 a 98,30 centavos por dólar, queda de 2,73% e 4,56%, respectivamente, em relação ao fechamento de ontem.No dia 20 de fevereiro, o C-bond variou entre 93 centavos por dólar na abertura até 91,625 centavos por dólar na mínima, mas acabou fechando em alta em relação ao dia anterior, em 94,875 centavos por dólar. Nesse dia, a revista Época confirmou que o ex-assessor do Palácio da Alvorada, Waldomiro Diniz, mantinha contato com o bicheiro Carlinhos Cachoeira já durante sua gestão no governo Lula, levando os mercados a cogitar iminente afastamento de José Dirceu da Casa Civil. O BR40 oscilou entre 100 a 104 centavos por dólar nesse dia.ConjunturaO rebaixamento na recomendação da dívida externa brasileira pelo JP Morgan ontem à noite (veja mais informações no link abaixo) e as incertezas geradas com as oscilações nas taxas de retorno dos papéis da dívida norte-americana são os principais motivos para a piora do risco Brasil e para a desvalorização dos títulos brasileiros no mercado internacional nesta quinta-feira. Em relação aos juros nos Estados Unidos, cresce a expectativa de que o Banco Central do país (FED) eleve a taxa básica, que está em 1% ao ano. Essa expectativa já existia e, com a divulgação de índices de inflação acima do esperado, cresce a possibilidade de alta dos juros no curto prazo. Com taxas mais altas nos papéis dos Estados Unidos, os títulos brasileiros ficam menos atraentes e perdem valor. O alta no risco Brasil reflete a desvalorização dos papéis.

Agencia Estado,

15 de abril de 2004 | 13h20

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