Tivit planeja levantar R$ 700 milhões em IPO

Essa é a terceira vez, desde 2007, que a empresa tenta abrir capital

Luana Pavani, O Estadao de S.Paulo

10 de setembro de 2009 | 00h00

A Tivit, empresa de terceirização de serviços de tecnologia da informação que tem o Grupo Votorantim como principal acionista, pretende levantar cerca de R$ 700 milhões na sua Oferta Pública Inicial de Ações (IPO, na sigla em inglês). A empresa anunciou a intenção de ofertar o equivalente a 43,04% de seu capital social (ou 38,3 milhões de ações ordinárias) e iniciou ontem um "road show" - rodada de visitas a investidores - para coletar as intenções de investimentos.

Essa é a terceira tentativa da companhia de abrir seu capital. A primeira, iniciada no final de 2007, foi abortada em abril do ano passado, com a piora do cenário internacional. O plano foi retomado logo em seguida e foi novamente interrompido quando o banco americano Lehman Brothers quebrou, em setembro do ano passado, e a crise se intensificou. Outras empresas desistiram de ofertas de ações na mesma época.

Na oferta secundária de ações serão vendidos os papéis de acionistas, entre os quais estão, além da Votorantim Participações, o fundo de private equity da Pátria Investimentos e Luiz Mattar, atual presidente da companhia.

A faixa de preço estimada para as ações é de R$ 16,50 a R$ 20,50. O valor aproximado de R$ 700 milhões toma por base o ponto médio da faixa de preço, de R$ 18,50, sem considerar um eventual lote suplementar ou despesas e comissões. O período de reserva das ações vai de 16 a 23 de setembro. No dia 24 a companhia terá de fazer o registro da oferta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além dos seis meses subsequentes à publicação do anúncio de início da oferta, a companhia não poderá, por mais seis meses, vender ou ofertar mais do que 40% das ações após a efetivação da oferta.

A Tivit teve lucro líquido de R$ 21,73 milhões no primeiro semestre, o que representa um aumento de 147% em relação ao mesmo período de 2008. Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 7,9%, para R$ 452,2 milhões.

A oferta pública da Tivit será conduzida pelo banco de investimentos Credit Suisse, em parceria com o Morgan Stanley e com o Bradesco BBI. Segundo especialistas, a estreia da Visanet na Bolsa em junho, com o IPO de R$ 8,4 bilhões, está levando outros grupos a retomar os planos de abrir o capital.

Oriunda da fusão entre a Optiglobe e a Telefutura, em julho de 2007, a Tivit tem filiais em 15 países, incluindo Alemanha, Estados Unidos, China e Austrália. Em maio, adquiriu a Open Concept, empresa que atua no desenvolvimento, análise, implementação e manutenção de sistemas transacionais para bancos e cartões de crédito.

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