Todas as refinarias da França seguem em greve

Protestos nacionais contra reforma da previdência chegam ao 6º dia 

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

19 de outubro de 2010 | 08h55

Todas as 12 refinarias da França continuam a ser atingidas por uma greve nesta terça-feira. Os produtos derivados de petróleo não estão deixando as fábricas, exceto aqueles enviados para suprir os serviços de emergência, informou a Confederação Geral do Trabalho (CGT), central sindical que representa os trabalhadores.

"Todas as refinarias estão em greve", disse Charles Foulard, acrescentando que a ação continuará em "quase todas" as refinarias até sexta-feira, porque os trabalhadores votaram a favor da manutenção do protesto.

Nesta terça-feira está havendo o sexto dia de protestos nacionais coordenados nos últimos dois meses contra a reforma previdenciária planejada pelo governo do presidente Nicolas Sarkozy. A reforma prevê, entre outros pontos, o aumento da idade mínima para aposentadoria no país, de 60 para 62 anos. Estão programados mais de 200 protestos de rua na França.

As greves levaram a indústria de refino de petróleo a parar na semana passada, como resultado da paralisação das 12 refinarias do país e de uma greve de três semanas do importante porto para o setor, o de Fos-Lavera. Caminhoneiros em greve também dificultaram o transporte dos derivados de petróleo.

Ainda que o país tenha reservas de combustível para várias semanas e os distribuidores de combustível possam importar combustível de países vizinhos, há o temor de que a falta do produto leve muitas pessoas a correr para fazer estoques, acabando com as reservas nos postos em algumas áreas, alertou na segunda-feira Jean-Louis Schilansky, presidente da União Francesa de Indústrias Petrolíferas. As informações são da Dow Jones.

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