Todo esforço é para votar Previdência dia 19 de fevereiro, diz Meirelles

Todo esforço é para votar Previdência dia 19 de fevereiro, diz Meirelles

A despeito da descrença na aprovação da reforma este mês, sentimento que começa a crescer na sociedade, inclusive entre representantes do mercado financeiro, o ministro disse estar confiante

Francisco Carlos de Assis, enviado especial, Broadcast

08 Fevereiro 2018 | 15h51

NOVA LIMA, MINAS GERAIS - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira, 8, que todos os esforços do governo estão sendo empenhados para que a reforma da Previdência seja aprovada na Câmara no próximo dia 19. A despeito da descrença na aprovação da reforma este mês, sentimento que começa a crescer na sociedade, inclusive entre representantes do mercado financeiro, o ministro disse estar confiante.

Meirelles, que falou para um grupo de cerca de 100 empresários mineiros em Nova Lima, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte a convite do Grupo VB Comunicação, disse que a reforma não é uma opção e sim uma necessidade.

"Hoje as despesas com a Previdência consomem metade do Orçamento. Em dez anos vai consumir 80% e em trinta, quarenta anos a Previdência e o País correm o risco de quebrarem", disse o ministro. Meirelles disse ainda que, se a reforma da Previdência não passar agora, ela terá que ser feita mais à frente e será mais dura.

Perguntado se o governo pensa em um plano "B" para o lugar da reforma da Previdência caso a proposta não seja aprovada, o ministro disse que essa possibilidade não existe. Disse ainda que não haverá negociação em torno da idade mínima.

"A idade mínima é 65 anos para homens e 62 para mulheres, mas depois de 20 anos. Depois da reforma a idade mínima é 55 e depois de dois anos após a reforma irá subindo gradualmente até chegar aos 65 anos", disse o ministro.

Fim dos privilégios. Meirelles afirmou, ainda, que o texto que dá base para reforma da Previdência é mais justo porque coloca a mesma idade para todos.

"É uma mudança constitucional que fará todos entrarem no regime geral", disse o ministro para uma plateia composta por cerca de cem empresários mineiros em Nova Lima, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O ministro afirmou que as reformas que já foram aprovadas e as que ainda serão vão propiciar ao governo possibilidades de, mais à frente, cortar impostos. Ele inseriu no grupo de medidas a serem implementadas a reforma da Previdência.

O ministro disse que quem se posiciona hoje contra a reforma da Previdência são as pessoas que ganham mais e se aposentam mais cedo. "Quem está reclamando da reforma são os que têm salários mais elevados. Não estou vendo manifestações de massa reclamando conta a reforma da Previdência", disse Meirelles.

Ainda segundo o ministro da Fazenda, é possível que a taxa básica de juro, a Selic, permaneça baixa com a reforma da Previdência e outras medidas de cunho fiscal.

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