'Todo mundo quer ficar bonito'

Mari Lopes passou de funcionária a dona de salão

O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2012 | 03h10

Depois de quase 25 anos de profissão trabalhando como funcionária de salão de beleza, a cabeleireira Mari Lopes abriu o próprio salão, o La-Harmonie, em sociedade com a amiga cabeleireira, que era sua colega de trabalho no salão anterior.

"No começo não levei a sério. Achei que fosse uma brincadeira quando ela me convidou para ser sócia", diz Mari, hoje mais que satisfeita com a vida de cabeleireira e empresária. Ela diz que nem pensa mais em voltar a ser funcionária em salão.

Apesar de ter mais responsabilidades, isto é, além de fazer o cabelo das clientes, ela e a sócia têm de cuidar de tudo do salão, da administração à compra de material, Mari diz que ser dona do próprio negócio compensa. "Dá para tirar praticamente o dobro em relação ao que obtinha quando era funcionária", diz ela, ressalvando que por enquanto não é possível porque elas estão investindo no salão.

Outro ponto positivo é ter mais liberdade, por exemplo, para tirar férias. Aliás, ela conta que esse foi o motivo que a levou a pedir a conta no outro salão. "Tinha comprado uma passagem para viajar para Portugal e a dona do salão não quis dar as férias", reclama. Agora, como dona de salão, ela se reveza nas férias com a sócia e tem mais flexibilidade nos horários de trabalho.

No salão que, além de Mari e sua sócia, trabalham mais duas manicures, foram investidos cerca de R$ 30 mil em equipamentos. "Começamos do zero."

A cabeleireira atribui o sucesso do salão ao bom momento pelo qual passa hoje a demanda por serviços. "Tem muita procura por serviços de cabeleireira. Todo mundo quer ficar bonito", comemora. Apesar do mercado favorável, ela diz que não aumentou preços. O corte sai por R$ 40 e serviço de manicure completo (pé e mão) custa R$ 38.

Preço. Já o ex-taxista Rubens Jacinto, que abriu uma empresa de entrega de refeições, conta que foi atraído para o novo negócio por causa do preço flexível e da possibilidade de obter um ganho maior. "No táxi, o preço da bandeirada é tabelado."

Como empreendedor, Jacinto trabalha até mais do que como taxista: de domingo a domingo, umas 18 horas por dia, mas consegue tirar 25% mais do que ganhava na ocupação anterior.

Com a ajuda da mulher e dos dois filhos, ele faz as compras de ingredientes, prepara as refeições e as entrega, no almoço e no jantar. Ao todo, são 25 refeições diárias. "Entrego marmitex em postos de gasolina, prédios comerciais e lojas da zona sul da capital", conta ele.

O seu objetivo agora é ampliar a cartela de clientes, fornecendo refeições para obras de construção civil. Os primeiros passos para isso já foram dados. Ele criou uma empresa, batizada de Fantasia Comida Caseira, para poder aceitar vale-refeição e tem planos de ampliar a cozinha da sua casa. / M.C.

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