Todos os componentes do investimento caíram no segundo trimestre de 2014

IBGE aponta como causa o aumento dos juros, a desaceleração do crédito, o mau desempenho da indústria automotiva e o desaquecimento durante a Copa

Daniela Amorim, Idiana Tomazelli, Mariana Sallowicz, Vinicius Neder , Agência Estado

29 de agosto de 2014 | 11h58

RIO - A queda de 11,2% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no segundo trimestre de 2014 em relação a igual período do ano passado foi resultado de uma parada generalizada no período. "Todos os componentes dos investimentos caíram", disse Rebeca de La Rocque Palis, gerente de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Do recuo percebido, 52% se referem ao resultado de máquinas e equipamentos, enquanto 42% se devem à construção civil. Os outros 6% foram completados por investimentos ligados a agropecuária, entre outras atividades menores.

"Tivemos queda nos dois grandes grupos, com desempenho negativo da construção civil e recuo também na parte de máquinas e equipamentos, tanto na produção interna quanto na importação", disse Rebeca. "A produção interna de bens de capital foi um dos destaques negativos da indústria de transformação", reforçou.

Segundo Rebeca, o aumento dos juros, a desaceleração do crédito e o mau desempenho da indústria automotiva contribuem para a baixa nos investimentos. "A taxa Selic aumentou em relação ao segundo trimestre do ano passado, de 7,5% para 10,9%. A desaceleração do crédito também tem a ver com isso, influenciando diretamente", disse.

"Tem também essa questão da Copa do Mundo e a indústria automotiva, uma vez que parte grande é considerada investimento. Ônibus, caminhão, tudo isso é investimento. Como neste trimestre a produção da indústria automotiva caiu bastante, isso influenciou", acrescentou Rebeca. 

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