Todos os mercados apresentaram quedas

As apreensões em relação à crise política continuam, embora nada tenha sido comprovado até agora. Além disso, as dificuldades financeiras da Argentina neste período de troca de equipe econômica continuam a preocupar. E as resistências políticas a mais um programa de austeridade são grandes. Nos Estados Unidos, a Intel divulgou queda de 25% nas estimativas de lucros, derrubando as bolsas. Os sinais de desaceleração da economia também prosseguem, desestimulando as aplicações.Quanto ao dólar, segundo apuração da jornalista Cristina Canas, os exportadores brasileiros realizaram vendas antecipadas da moeda estrangeira no mercado, considerando que as altas acumuladas nas últimas semanas já estão perto do limite. No mercado de juros, declarações do Presidente do Banco Central, Armínio Fraga, amenizando os efeitos das incertezas na Argentina e nos Estados Unidos, aumentaram as expectativas de queda nos juros internamente, ou no mínimo, de manutenção nos atuais patamares.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,63%. O dólar fechou em R$ 2,0470, com queda de 0,29%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 16,290% ao ano, frente a 16,370% ao ano ontem. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,97%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 5,35%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.