Todos os sindicatos devem se manifestar contra a terceirização, diz presidente da CUT

Vagner Freitas afirmou que os sindicatos ligados à central devem colocar suas estruturas e capacidade de mobilização a serviço das paralisações desta quarta-feira, em protesto contra o PL 4330 que regulamenta a terceirização no País

Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2015 | 21h57

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, disse nesta segunda-feira que todos os sindicatos ligados à central devem colocar as suas estruturas e a sua capacidade de mobilização a serviço das paralisações desta quarta-feira, 15, dia nacional em protesto contra o PL 4330 que regulamenta os contratos de terceirização. "Todas as nossas entidades têm de convocar, realizar algum ato. É nossa responsabilidade, porque estamos diante de um forte ataque do Congresso Nacional aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras", emendou o dirigente sindical.

Na avaliação de Vagner, como terceirizar é mais barato, os empresários e patrões vão poder terceirizar todas as suas atividades, em todos os seus departamentos e seções e haverá demissões. "Ou seja, se o PL 4330 passar (ele já foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue agora para apreciação no Senado Federal) e virar realidade, você será demitido", alerta. E exemplifica: "Porque um banco vai manter um caixa em sua agência se ele pode gastar bem menos com um correspondente bancário, contratando os serviços de uma lotérica ou agência de correio, além disso, uma grande montadora vai demitir grupos de metalúrgicos e contratar uma pequena firma, uma retífica qualquer, para fazer determinados serviços."

Outra crítica do líder sindical diz que ao contrário do que dizem os empresários, o PL 4330 não vai proteger quem já é terceirizado. "O projeto vai é tornar todo mundo terceirizado", disse, destacando que os terceirizados trabalham cerca de três horas a mais por semana e ganham, em média, 24% menos e, geralmente, não recebem equipamento ou uniformes adequados. "Portanto, rapidamente, os brasileiros e brasileiras vão começar a perder os seus direitos. A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) vai desaparecer. Então, adeus 13º, férias remuneradas, vale-refeição, vale-transporte, descanso semanal remunerado. A CLT vai ser rasgada e jogada no lixo", afirmou.

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