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Todos têm uma câmera na mão, mas ainda precisam de bons fotógrafos

Profissionais oferecem serviços para quem deseja fotos realmente boas de viagens memoráveis

Economia & Negócios,

15 de maio de 2013 | 12h35

PARIS - Se você acha que os fotógrafos profissionais só correm atrás de celebridades, pode começar a rever seus conceitos. Apesar da proliferação de máquinas fotográficas compactas e câmeras embutidas em celulares, existem fotógrafos especializados em fazer retratos de turistas que fazem questão de garantir algumas fotos realmente boas para lembrar de férias memoráveis.

Em Paris, a professora de fotografia Sophie Pasquet é um dos exemplos. "Muita gente me perguntava se eu estava fazendo retratos", disse ela ao site Today Contributor, especializado em viagens. Foi estão que ela criou o 'You In Paris', serviço especializado que oferece aos visitantes fotos que onde eles aparecem junto aos ícones da cidade. Seu negócio vem dobrando a cada ano, e ela já contratou uma equipe de seis fotógrafos para dar conta da procura.

 

Louis Mendes, fotógrafo de Nova York, no NYT

Os turistas sentem-se constrangidos muitas vezes de ter de pedir para desconhecidos tirarem suas fotos. Isso abre mercado para fotógrafos em locais turísticos; Nicole Smith, que mora em Vitória, no Canadá, lançou o Flytographer em março deste ano. Ela inspirou-se em fotos de amigos feitas por profissionais em Paris. "As fotos eram tão lindas que dava vontade de enquadrá-las para colocar na parede", explica.

"O negócio está dando certo e o tempo todo eu ouço pessoas dizendo 'como ninguém pensou nisso antes?'", conta a empresária. "Nós estamos em 18 pontos diferentes da cidade e agora estamos recebendo pedidos demais para a nossa estrutura", conta.

A Flytographer oferece um pacote de 30 minutos que inclui 15 fotos por US$ 199. Os preços variam de até US$ 599. A opção mais popular - duas horas, em dois locais diferentes - custa US$ 390 , mas ela oferece uma opção de 90 minutos para cerca de US$ 300.

Nem todo mundo adota uma pose natural diante das câmeras. Para relaxar, os fotógrafos tentam provocar sorrisos.  "Eles não se sentem confortáveis seguidos por uma câmera, então montamos uma estratégia. Descobrirmos o humor ou estilo que buscam para que fiquem mais à vontade", explica a fotógrafa parisiense.

 

Pasquet acha que um copo de vinho antes de uma sessão pode ajudar a relaxar alguns viajantes, mas às vezes o turista pode ter bebido além da conta, o que dificulta o trabalho.

Ela oferece alguns conselhos para tirar o máximo proveito de uma sessão de fotos. Um álbum no site Pinterest.com criado por ela ajuda a inspirar os turistas. Para os mais exigentes, oferece serviço extra de maquiagem.

Outra opção para melhorar as fotos é colocar algo com que a pessoa possa interagir, como balões, guarda-chuvas ou mesmo charutos. Recém-casados gostam de mostrar as alianças.

Os fotógrafos de turistas atuam nos bastidores, mantendo certa distância para não atrapalhar a viagem. Mas às vezes acabam criando laços de amizade.

"Há poucos dias recebi um e-mail com fotos em anexo", disse Pasquet. "O turista escreveu: 'Não sei se você já se perguntou o que acontece com as pessoas que você fotografa, mas nós nos casamos. Este é o nosso bebê".

Em alguns casos, o fotógrafo pode tornar-se parte da paisagem como uma espécie de atração turística. É o caso de Louis Mendes, jamaicano que mora em Nova York desde 1940 e percorre locais turísticos com sua velha câmera Graflex.

Mendes tem páginas no Facebook, no Tumblr e no Flickr e já foi objeto de reportagem no New York Times. Os turistas não só pagam em média US$ 20 por uma foto feita por ele como gostam de tirar fotos dele.

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