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Tolmasquim garante que não faltará gás para taxista

Ele defendeu, no entanto, o fim do incentivo ao aumento da frota que utiliza esse tipo de combustível

Gerusa Marques, da Agência Estado,

07 de novembro de 2007 | 14h00

Não vai faltar gás natural veicular (GNV) para os taxistas. A garantia foi dada nesta quarta-feira, 7, pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim. Ele defendeu, no entanto, o fim do incentivo ao aumento da frota que utiliza esse tipo de combustível. Tolmasquim reconhece que muitos taxistas fizeram investimentos para transformar os seus carros e que é importante que não falte gás para esses consumidores, diante da dificuldade de abastecimento da Petrobras. "O que não dá é para continuar expandindo esse segmento de transporte", disse Tolmasquim, lembrando que no Brasil existe o etanol, que é um combustível 100% nacional e vem de uma fonte renovável.    Veja também: Entenda a crise dos combustíveis e o corte de gás Histórico da crise O mercado de gás no Brasil  "Subsidiar uma fonte que é 50% importada não me parece muito lógico", disse Tolmasquim, depois de participar do 7º Encontro Nacional de Estudos Estratégicos. Segundo ele, o momento não é de se discutir quem incentivou o uso do GNV e sim de dar um sinal correto para o setor. "Cada estado tem que fazer uma política olhando para a sustentabilidade. Senão cria uma demanda não sustentável", afirmou. Tolmasquim disse que o mercado brasileiro de abastecimento de gás natural voltará a uma situação de equilíbrio em 2008. Segundo ele, no Sudeste, a produção de gás natural passará dos atuais 16 milhões de metros cúbicos por dia para 40 milhões de metros cúbicos. Além disso, entrarão mais 20 milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL). "Vai ter em 2008 uma virada importante do gás", disse. Ele lembrou que a demanda desde 2001 pelo gás natural cresceu 14% ao ano e que a projeção para os próximos seis anos é de um crescimento de 17% ao ano. "Por mais que se tenha um aumento, tem que ter racionalidade entre a expansão da oferta e da demanda".   Racionamento   Tolmasquim descartou qualquer possibilidade de racionamento de energia elétrica. Segundo ele, o fato de as usinas térmicas terem começado a operar é um sinal de "saúde do sistema". Tolmasquim explica que é normal que nesta época do ano, no fim do período seco, as usinas termelétricas sejam acionadas para dar segurança ao sistema. "Se o OMS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) indicasse a operação das térmicas e elas não pudessem operar, aí sim está colocando em risco (o abastecimento). Mas na hora em que elas operam, significa que está tudo bem", disse.   Segundo o presidente da EPE, o período de chuvas já está começando e as térmicas não precisarão operar daqui um tempo. "Isso é normal.Todo ano isso acontece. As térmicas existem para isso. Elas ficam paradinhas justamente para neste momento do ano poderem operar".

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