Beto Barata/PR
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Tom em Davos é de euforia com economia, mas há ilhas de preocupação

Pelos corredores do Fórum Econômico Mundial, empresários e até um Nobel economia afirmam não entender movimento de alta nas bolsas pelo mundo

Célia Froufe, enviada especial, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2018 | 14h49

DAVOS - A continuidade da euforia dos mercados mundiais está longe de ser um consenso em Davos, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial. A maior parte dos painéis e discussões do evento aponta para a continuação dos recordes de altas das bolsas em função da expectativa de um crescimento robusto em todo o globo. Para alguns, no entanto, a continuação desse sentimento não está tão clara e há o temor de que uma normalização das políticas monetárias dos principais bancos centrais do globo possa interromper essa festa.

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"O sentimento está muito bullish", comentou um empresário brasileiro do setor financeiro, que está desconfiado de tanto otimismo que encontrou durante os últimos dias. O termo bullish é utilizado para designar uma tendência de valorização dos preços no mercado.

O Nobel de economia americano Robert Shiller também virou comentário nos corredores por abordar várias pessoas diferentes com a questão: "você pode me explicar por que há tantos movimentos de alta em todo o mundo? Eu não entendo".

O gás a mais nessa perspectiva mais otimista foi dada pela reforma fiscal americana, que levará a consequências, de fato, para o resultado das empresas. 

"Donald Trump pode ser um desastre total, mas o resultado disso, não", concordou o cético executivo. O que ganhou força nas conversas de Davos é a de que a Europa poderia apresentar um plano semelhante, já que a iniciativa do americano pode ter se tornado uma pauta do G-7 (Grupo das sete maiores economias do globo).

Uma reação contrária poderia vir de uma normalização concomitante das políticas monetárias das principais economias do mundo. Um pouco além ou mais rápida, claro, do que o que já está precificado no mercado. "Isso me traz uma pulga atrás da orelha", comentou. 

Além disso, a avaliação dessa fonte é a de que Davos tem sido um termômetro às avessas. "Quando está pessimista, o mercado melhora. Quando o Trump foi eleito, a sensação aqui, no ano passado, era a de que o mundo ia acabar e o negócio só melhorou desde então. Na questão dos bancos, a mesma coisa."

Ainda que possa sofrer impactos se houver um ajuste das economias avançadas, para a América Latina a percepção é outra: a de que realmente há espaço para crescimento. "Claro que pode atrapalhar, mas estamos saindo da lama e não estamos esticados. A região está com uma cara legal."

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