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Tombini: BC vai agir no câmbio quando achar necessário

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, voltou a mostrar tranquilidade em relação à alta do dólar ante o real e disse que o BC irá agir sempre que julgar necessário. "Temos que ver aonde esse novo padrão do cambio internacional vai se estabilizar nos próximos dias, semanas. Nós temos capacidade, no caso do Brasil, de fazer com que o mercado de câmbio continue funcionando de forma adequada, com liquidez", disse Tombini a jornalistas, após conferência promovida pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Washington.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

23 de setembro de 2011 | 11h48

Ele não disse, no entanto, se a instituição irá intensificar os leilões de swap cambial para estabilizar o mercado de câmbio. "Toda vez que nós sentirmos a necessidade de entrar no mercado, o Banco Central estará lá para assegurar a tranquilidade do mercado de câmbio no Brasil", disse. "Mas temos um regime flutuante e tem que admitir que câmbio pode ir nas duas direções."

O presidente do BC foi mais vago ao responder se está preocupado com a situação de empresas brasileiras com maior exposição em dólar. "Se virmos alguma disfuncionalidade, temos instrumentos para agir."

Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também mostrou tranquilidade em relação ao câmbio, dizendo que se trata de um movimento normal em momentos de maior aversão a risco.

Inflação

Alexandre Tombini também afirmou hoje que a inflação no País está sob controle e que deve cair até abril e maio de 2012, convergindo para o centro da meta, de 4,5%, até o fim do próximo ano. Tombini disse que o BC irá avaliar o impacto da alta do dólar ante o real sobre a inflação.

"O impacto das variações do câmbio sobre os preços internos tem diminuído ao longo do tempo no Brasil, e nós vamos avaliar sempre essas condições no trabalho do Banco Central de fazer com que a inflação se estabilize e convirja para nossa meta de inflação", afirmou.

Questionado se a desvalorização do real alterava o ciclo de afrouxamento monetário, iniciado na última reunião do Comitê de Polícia Monetária (Copom), ele respondeu: "Não, o Banco Central tem reuniões a cada seis semanas e a cada seis semanas vamos avaliar todas as condições da economia brasileira, como evoluiu o cenário internacional e a economia global. As condições cambiais também são levadas em consideração", disse.

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