Ed Ferreira/Estadão
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Tombini diz que BC pode fazer 'muito pouco' sobre cotação internacional do dólar

Dentro do mercado brasileiro, presidente do BC defendeu que o programa de swap cambial garante tranquilidade para empresas

EDUARDO RODRIGUES, CÉLIA FROUFE E ADRIANA FERNANDES, Estadão Conteúdo

24 de março de 2015 | 11h39


O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que há "muito pouco" que o BC possa fazer sobre o valor internacional do dólar. "O mercado é extremamente amplo, somos só um participante", afirmou, em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Ele voltou a destacar a importância do programa de swaps cambiais do Banco Central, afirmando que a oferta diária desses contratos de dólar no mercado futuro tem permitido que "empresas não financeiras consigam navegar com certa tranquilidade em ambiente de alta do dólar, sem quebrarem".

Em resposta aos parlamentares, Tombini defendeu novamente o instrumento. "Para um administrador de portfólios avesso ao risco como tem que ser o BC, faz todo sentido ter um pedaço de ativo protegido contra variações cambiais. O BC não tem pressa nenhuma para se desfazer desse volume nem no curto nem no médio prazo. O BC está investido em moeda forte", completou.

Tombini disse que as condições da atual política da autoridade monetária de realização de operações de swap cambial no montante de US$$ 100 milhões por dia, as chamadas "rações diárias", "não ensejam qualquer necessidade de reversão das posições".

"Temos condições de renovar as operações no curto e médio e prazo. O estoque até o momento já atende a demanda por proteção cambial da economia brasileira", afirmou. Tombini avaliou que o programa de swaps cambiais do BC tem atingido "plenamente" seu objetivo.

"Em funcionamento desde agosto de 2013, o programa tem oferecido proteção contra mudanças abruptas na taxa de câmbio", afirmou. No início, a autoridade monetária ofertava US$ 2 bilhões em contratos de swap por semana.

"Os US$ 114 bilhões em contratos de swap até agora correspondem a 30% das reservas internacionais do Pais. Os swaps não representam comprometimento das reservas, uma vez que são liquidados em reais", explicou Tombini.

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