Tombini diz que piora ‘substancial’ no exterior  pede ‘ajustes moderados’ do juro

A expressão 'ajustes moderados' tem sido usada desde o início do ciclo de corte dos juros, em agosto, e o mercado entende isso como sinal de que o BC mantéra o ritmo de corte na Selic em 0,5 pp

Reuters

24 de novembro de 2011 | 21h31

A "substancial" deterioração do quadro internacional, mesmo sem a ocorrência de um evento extremo, respalda a política de "ajustes moderados" da taxa de juros, disse nesta quinta-feira o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

A expressão "ajustes moderados" tem sido usada pelo Banco Central desde o início do ciclo de corte dos juros, em agosto, e interpretada por economistas como um sinal de que a autoridade manterá a intensidade da redução da Selic em 0,5 ponto por reunião.

A próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) acontece em 30 de novembro. A taxa básica de juros está em 11,50 por cento ao ano.

"Houve uma substancial e generalizada deterioração do cenário internacional", disse Tombini em jantar da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.

O presidente do BC, porém, disse também estar seguro de que "mais uma vez a economia brasileira e o sistema financeiro estão bem preparados", citando a elevação da nota da dívida do Brasil pelas três principais agências de risco mesmo em um ano "desafiador".

(Reportagem de Silvio Cascione)

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