Tombini garante que inflação não vai estourar teto da meta em 2011

Presidente do BC disse ainda que está trabalhando para convergência da inflação para o centro da meta (4,5%) em 2012

27 de setembro de 2011 | 15h18

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, previu nessa terça-feira, 27, que a inflação em 2011 não vai superar o teto da meta, como projetam analistas do mercado financeiro. Ele previu um recuo de 1 ponto porcentual da inflação acumulada em 12 meses até o final do ano.

Questionado sobre a possibilidade de estouro do teto da meta - que é de 6,5% - Tombini respondeu: "A inflação está hoje na faixa de 7,30%. O teto da meta é 6,50% e nós entendemos que será possível passar por debaixo do teto da meta. A inflação estará ao redor desse nível ao final do ano, um recuo de quase um ponto porcentual do numero que ela está hoje em 12 meses", disse.

Tombini enfatizou que o BC está trabalhando para convergência da inflação para o centro da meta (4,5%) em 2012 "É o mesmo padrão que temos trabalhado até o momento e as políticas têm sido ajustadas para alcançar esses objetivos", disse.

O presidente do BC disse entender que o comportamento da inflação mudou nos últimos cinco meses. "Nos últimos cinco meses, a inflação média ficou em torno de 0,34% ao mês. Anualizada, essa inflação é em torno de 4,11%. Na meta. O padrão da inflação já mudou", disse em audiência pública no Senado.

Um dos motivos para a mudança de patamar da inflação é o efeito atrasado do aperto monetário decidido no primeiro semestre do ano que, mesmo com o corte do juro em agosto, ainda tem efeito líquido positivo - de alta - de 1,25 ponto porcentual. Além disso, relatou o presidente do BC, há o efeito da crise internacional e as previsões de menor crescimento da economia global. Outro aspecto são os preços das commodities que passam a ter papel cada vez mais benigno na inflação.

"Estamos de olho na inflação, que vai recuar a partir de outubro. Os números já mostram sinais de compatibilidade com o centro da meta. Estamos numa boa trajetória", disse.

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