Tombini: investidor não residente procurou menos swap

Os swaps cambiais leiloados diariamente pelo Banco Central (BC) continuam sendo canalizados para os fundos de investimento ao passo que os investidores não residentes reduziram sua demanda pelas operações, disse, nesta quinta-feira, 22, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em palestra que fez durante cerimônia de inauguração do novo escritório da Bloomberg, em São Paulo. Mas no geral, disse o presidente, o BC constatou uma redução na demanda por swaps.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

22 de maio de 2014 | 13h37

No começo dos leilões, iniciados em agosto do ano passado, os swaps eram demandados por empresas não financeiras, por investidores não residentes no País, que buscavam proteção para seus ativos, e pelos fundos de investimento. Mas, de acordo com Tombini, por meio de monitoramento sistemático que o BC faz no mercado de câmbio, constatou-se que os investidores não residentes reduziram suas demandas por swaps

O programa de leilões, de acordo com Tombini, foi adotado entre o conjunto de respostas que BC deu à volatilidade decorrente do realinhamento dos preços dos ativos na economia global, após o então presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, sinalizar, em junho do ano passado, que reduzira as compras de ativos.

O Fed, na época, comprava mensalmente US$ 85 bilhões em títulos do Tesouro que estavam nas mãos do mercado. O anúncio, de acordo com Tombini, levou a uma onda de expectativas em relação à mudança na política monetária dos EUA, o que gerou a depreciação das moedas no planeta, especialmente nas economias emergentes.

"Essa perspectiva, obviamente, teve repercussões conhecidas sobre os preços dos ativos, em particular nos países emergentes. Iniciou-se uma precificação natural, que não deve, como já disse algumas vezes, ser confundida com vulnerabilidade", disse.

Iniciou-se ali, segundo o presidente do BC, um processo de normalização, que, necessariamente, implicava em realinhamento de preços de ativos, incluindo taxas de câmbio, algo natural e até certo ponto previsível. "Isso, por sua vez, vem acompanhado de volatilidade dos mercados financeiros, movimentos típicos de períodos de transição, que geralmente são repletos de incertezas quanto a magnitude e velocidade dos ajustes", disse.

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