Tombini: nações emergentes crescem mais que as avançadas

As economias emergentes seguem tendo crescimento mais elevado do que as avançadas, mas muitos países que estão no primeiro grupo vêm apresentando desaceleração. Mas este processo, segundo o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, "deve ser visto com naturalidade". "A China consolida um ritmo de crescimento no patamar de 7% a 7,5% ao ano. É um crescimento inferior à média observada nos últimos 14 ou 15 anos, mas que representa, hoje, contribuição maior para a economia mundial", afirmou em seu discurso de encerramento no XVI Seminário de Metas para a Inflação, no Rio.

IDIANA TOMAZELLI, MARIANA DURÃO E VINICIUS NEDER, Agencia Estado

16 de maio de 2014 | 18h29

Em relação aos países da América Latina, Tombini afirmou que a maioria continua com boas perspectivas de crescimento, apesar da desaceleração nos últimos anos. "Alguns países da região têm sido afetados pela redução do ritmo de crescimento e redirecionamento da demanda na China e suas implicações sobre o preço das commodities", disse o presidente do BC. Apesar disso, ele ressaltou que os termos de troca continuam historicamente elevados.

Diferentemente do histórico da América Latina, vulnerável à volatilidade do mercado internacional, hoje os países têm fundamentos econômicos mais sólidos, disse Tombini. "A maior parte dos países apresenta fundamentos econômicos e financeiros sólidos e melhores condições de assegurar a estabilidade", destacou. Ainda segundo o presidente da autoridade monetária, os sinais são de que os efeitos da crise de 2008 sobre as economias estão ficando aos poucos para trás.

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