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Tombini prevê inflação menor e expansão maior

Em audiência pública no Senado, presidente do BC diz que cenário de inflação em alta e atividade econômica estagnada já ficou para trás

EDUARDO CUCOLO, CÉLIA FROUFE / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2011 | 03h06

Depois de um ano marcado pela alta dos preços e uma forte desaceleração econômica, em um ambiente de crise externa, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, fez questão de dar um recado otimista para o próximo ano. "Quero passar duas mensagens: a inflação será menor do que a de 2011. E o crescimento econômico no Brasil em 2012 será maior", afirmou.

A avaliação mais favorável para a economia brasileira no próximo ano foi feita a senadores, em audiência pública. E o prognóstico otimista de Tombini é o de que o cenário de inflação em alta e atividade estagnada, no terceiro trimestre deste ano, ficou para trás. Amanhã, o BC apresenta suas expectativas oficiais no Relatório Trimestral de Inflação.

Tombini enfatizou que as medidas de incentivo ao crédito e redução de tributos, além da queda nos preços das commodities, já contribuem para melhorar esses indicadores. Lembrou ainda que algumas mudanças, como a redução dos juros, terão um efeito mais forte no próximo ano.

Para o BC, o nível de atividade chegou ao "piso" entre julho e setembro, se recuperou neste último trimestre e vai acelerar ao longo do próximo ano, com resultado mais forte no segundo semestre. Em entrevista ao Estado no domingo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia afirmado que a economia brasileira chegou "ao fundo do poço" em outubro e voltou a crescer em novembro e dezembro.

Estimativas. As previsões de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do próprio BC para 2011 já foram revistas para baixo e estão em 3,5%. No começo do mês, Mantega chegou a dizer que o crescimento acumulado de 3,2% até setembro já seria uma "pista" do que poderia ser o resultado do ano. Ter uma atividade maior em 2012 pode não significar, assim, o cumprimento da meta de 5% no ano que vem, como definiu a Fazenda.

Ontem, Tombini sinalizou novamente que os juros continuarão caindo, ao afirmar que, se houver espaço, haverá "flexibilização" da taxa básica. Para o presidente do BC, o Brasil será uma exceção entre as economias emergentes, que vão crescer menos em 2012. A China, por exemplo, deve registrar desaceleração "suave", que será positiva para a economia brasileira.

O governo também avalia que a economia americana apresenta melhora acima do esperado, mas ainda há riscos à recuperação. Em relação à zona do euro, disse que há problemas ainda sem solução definitiva. Por isso, a Europa deve ter baixo crescimento e alguns países, recessão.

Dólar. Tombini afirmou que não há falta de dólares no mercado brasileiro, apesar de muitas empresas terem aumentado o envio de recursos a suas matrizes no exterior. Também descartou problemas no financiamento de empresas brasileiras. "Vimos substituição de fontes. Os bancos europeus, por exemplo, recuaram em função do quadro", comentou. "Mas não vemos nada como 2008."

Disse ainda que o governo tem instrumentos para que o mercado de câmbio funcione normalmente, numa referência aos leilões de venda de dólares e contratos cambiais. Negou, no entanto, ter piso ou teto para o valor da moeda. No fim de semana, o ministro Mantega disse ao Estado que o governo não deixaria que o dólar ficasse abaixo de R$ 1,60.

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