Tombini: regime de metas mantém inflação sob controle

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta sexta-feira, 16, em discurso que o regime de metas para a inflação tem sido um instrumento "adequado" para a condução da política monetária. "Isso se deve à sua simplicidade, fácil aferição e transparência", afirmou Tombini, no encerramento do XVI Seminário Anual de Metas para a Inflação, promovido pelo Banco Central (BC), no Rio.

IDIANA TOMAZELLI, MARIANA DURÃO E VINICIUS NEDER, Agencia Estado

16 de maio de 2014 | 19h04

O presidente do BC classificou o regime de metas como "um compromisso claro com a estabilidade de preços". Por outro lado, o regime "detém flexibilidade suficiente para absorver choques econômicos, minimizando desvios abruptos do produto em relação ao seu potencial".

"Foi isso que pudemos observar nesses últimos 15 anos. A inflação foi mantida sob controle, a despeito da ocorrência de choques de todas as naturezas e dimensões", afirmou Tombini.

Segundo Tombini, o Brasil possui um arcabouço de políticas monetária e financeira e esse arcabouço "foi testado no período pré-crise, na crise e, mais recentemente, no início da normalização das condições monetárias nos Estados Unidos".

"É, portanto, um arcabouço sólido, eficiente e com flexibilidade para enfrentarmos esse período de transição agora e também durante a ''Nova Normalidade'' da economia mundial, qualquer que seja a sua configuração", afirmou Tombini.

O presidente do BC citou quatro pilares desse arcabouço: o regime de metas para a inflação, o regime de câmbio flutuante, a política de acumulação de reservas e a regulação e supervisão prudenciais, "mais rigorosas do que as observadas na maioria das economias avançadas antes da crise financeira".

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