Tombo do euro leva Bovespa à 4ª queda, acumulada em 6,72%

Depois de trës quedas consecutivas, a Bovespa ensaiou uma recuperação ontem pela manhã, acompanhando o sinal positivo do exterior. Mas ela foi bastante efêmera e, antes do almoço, já tinha se transformado em perdas, que só cresceram ao longo da tarde. O euro, que pela manhã estava mais leve e exibia algum fôlego de alta, perdeu o ritmo e puxou os mercados acionários para baixo. A Europa encerrou os negócios antes desse movimento e conseguiu garantir algum ganho. Mas as Bolsas norte-americanas e a Bovespa recuaram.

Cenário: Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 00h00

O Ibovespa cedeu 3,22%, a segunda maior perda em maio, aos 60.841,08 pontos, menor patamar desde 28 de outubro do ano passado. Em quatro pregões, as perdas atingiram 6,72%. No mês, a baixa acumulada é de 9,90% e, no ano, de 11,29%.

Segundo analistas, os preços estão atrativos e há muitas oportunidades na Bolsa brasileira. As vendas não estão baseadas em fundamentos e o comportamento do euro é que acabou trazendo de volta a aversão ao risco. Há um medo grande nos mercados sobre o que vai acontecer com a Europa.

No câmbio, o dólar à vista chegou a ceder 1,10% pela manhã, mas encerrou com elevação de 0,66%, a R$ 1,8220. Em quatro sessões, a divisa subiu 2,64%, desempenho que elevou o ganho no mês para 4,89%. No ano, a alta apurada é de 4,53% ante o real.

Nos juros, as taxas de curto prazo ficaram quase estáveis e as longas, recuaram. O juro para julho de 2010 permaneceu em 9,75%; e para janeiro de 2011 cedeu a 11,02%.

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