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Verde. Unidades de até 176 m2 fazem parte do Signature by Ott, que está a 900 metros do Parque da Aclimação Eztec

Top Imobiliário 2021: Diálogo põe foco em projetos maiores e Eztec, em 'amenities'

Estratégias. Incorporadoras buscam atender segmento que, com a pandemia, passou a exigir apartamentos com mais espaço

Leonardo Pessoa, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Após adotar projetos com metragem maior, exigência que passaram a ter desde o início da pandemia, empresas que atuam no segmento de médio e alto padrão seguem estudando novas possibilidades de adaptação para oferecer uma ampla oferta de “amenities”, como coworking, academia, espaço de pilates e bicicletário, mais condizente com a vida atual. 

Para a Eztec, o financiamento atrelado à poupança destravou a capacidade da população de média renda para comprar imóveis, gerando uma primeira parcela mais enxuta e puxando esse cliente para apartamentos maiores. E como mexer na metragem aumentaria os tíquetes dos imóveis, para não perder vendas, a empresa “tem focado na ampliação e na ressignificação dos espaços comuns, com maior importância e atenção a áreas de coworking e bem-estar, além dos tradicionais espaços de academia e do paisagismo das áreas comuns do prédio”, diz Emilio Fugazza, diretor financeiro e de Relações com Investidores. 

Ocupando o 8.º lugar na categoria Construtoras, a Eztec – que fechou 2020 com 2.897 unidades vendidas, vendas brutas de R$ 1,315 bilhão, 64% superior a 2018 e 20% abaixo de 2019 – celebra a boa performance na média renda, segmento que havia registrado incremento de 42% sobre 2019. Também os empreendimentos no padrão smart living (com experiência mais high tech e facilidades tecnológicas) tiveram salto sobre o ano anterior: 26%. 

Um dos maiores destaques de 2020 na empresa foi o Signature by Ott, localizado a 900 metros do Parque da Aclimação – com 2 torres, apartamentos de 3 e 4 suítes, 338 unidades, metragem de 120 m² a 176 m², piscina coberta de 25 m, piscina descoberta e rooftop com dois ambientes. E ainda contempla estúdios residenciais e não residenciais, além de três lojas. 

Para este ano, segundo Fugazza, as projeções são positivas, embora não revele quanto esperam crescer. “Felizmente, não temos nenhuma obra parada e já contamos com aproximados R$ 280 milhões lançados e uma velocidade de vendas semelhante a 2020”, acrescenta. A companhia menciona ainda que a consolidação da subsidiária Ez Inc – que suspendeu a abertura de capital no início do ano pela volatilidade dos mercados – “servirá como principal veículo para os projetos comerciais”.

Zona Leste

Ocupando a 7.ª posição entre as construtoras e 8.ª entre as incorporadoras no ranking da Embraesp, a Diálogo Engenharia passou a investir em empreendimentos maiores, com duas ou três torres, e pretende seguir nessa toada. 

“Vamos continuar desenvolvendo projetos de maior porte com mais de R$ 300 milhões de VGV”, diz Guilherme Nahas, co-CEO da empresa.

Em 2020, a Diálogo fez 12 lançamentos com 2.412 unidades e R$ 1,7 bilhão de vendas contratadas – um crescimento de 5% sobre 2019. Para este ano, a estimativa é um pouco maior: 10%, e o foco principal continua no médio-alto padrão, na Zona Leste, especialmente para famílias.

“Vamos manter a nossa estratégia na região, onde continuamos com fortes investimentos em 2021 em prospecção de novos terrenos”, diz. Mas outras localizações também despontam no mapa: “Estamos abrindo e nos consolidando em novos clusters como Butantã, Santa Cruz e Ipiranga”, aponta. 

Ainda segundo Najas, a criação da linha High Class deve ganhar cada vez mais espaço. Seus produtos oferecem empreendimentos de alto padrão próximos à malha metroviária e com facilidades como terraço com churrasqueira a carvão, depósito privativo, dog wash, pet place e varandas maiores.

A linha GranDiálogo complementa esse posicionamento. “São grandes empreendimentos bem perto das linhas de metrô e monotrilho com lazer gigante no conceito mixed use”. E é um lançamento com essas características que foi o grande destaque da construtora: o GranDiálogo Vila Prudente. 

O complexo terá 643 unidades, 3 e 2 dormitórios, estúdios, área com HIS ( as habitações de interesse social), lojas e salas comerciais. Está 76% vendido. 

Em 2021, a empresa espera um incremento de 10% nas vendas, depois de um ano que, praticamente, repetiu o desempenho anterior. Sabe, porém, que precisará rever a meta, se a alta de preços dos materiais de construção não estacionar.

“Não tivemos nenhuma obra paralisada, estamos nos moldando e buscando alternativas construtivas para enfrentar esse aumento, visando uma maior produtividade na mão de obra”, explica Nahas.  

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Top Imobiliário 2021: Números mostram fortalecimento do setor

Mercado é impulsionado por empreendimentos econômicos, que respondem por 60% dos lançamentos feitos em 2021

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

A pandemia do novo coronavírus não acabou, mas já se pode dizer que, até agora, o mercado imobiliário mostra força e resiliência em relação à covid-19. Primeiro foi em 2020, quando, mesmo após quarentena e paralisação de atividades econômicas, foram lançadas 60 mil unidades em São Paulo

Um número inferior ao recorde de 65,3 mil de 2019, mas ainda capaz de levar empresas do setor a ter bons resultados também em vendas. Dez dessas companhias foram contempladas com o Top Imobiliário, premiação criada pelo Estadão com base nos levantamentos feitos pela Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

A Cyrela apresentou 24 empreendimentos, avaliados em R$ 3,1 bilhões, e ficou no topo do ranking das Incorporadoras. A MRV conquistou o primeiro lugar entre as construtoras, ao lançar 89 torres de apartamentos, no total de R$ 1,1 bilhão. A Lopes voltou a liderar na categoria Vendedoras, apresentando uma carteira de lançamentos que somaram 7,8 mil imóveis com valor geral de vendas (VGV) de R$ 3,9 bilhões.

Agora, o mercado volta a apresentar reação positiva, com números apontando para um horizonte de crescimento. Segundo o Sindicato da Habitação (Secovi), com o lançamento de 4.760 apartamentos em abril, o acumulado em 12 meses (de maio de 2020 a abril de 2021) chegou a 65,7 mil unidades na cidade, superando a marca de 2019.

O desempenho é puxado pelos imóveis econômicos, que já respondem por 60% dos lançamentos, ante os 49% do ano passado, segundo o Secovi. Para a entidade, as estatísticas comprovam o crescimento, com dados preliminares de maio indicando “uma forte expansão” e aumento na velocidade de lançamentos. Por isso, já revê para cima a projeção de transpor o recorde anterior até o fim deste ano. No entanto, há obstáculos no caminho, como a alta de 15% em 12 meses do custo da construção. Para o mercado, se o quadro persistir, poderá haver aumento no preços dos imóveis capaz até de inibir a realização de novas vendas. 

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Top Imobiliário 2021: MRV, Cyrela e Lopes conquistam liderança no setor

Empresas são campeãs do prêmio nas categorias Construtoras, Incorporadoras e Vendedoras, respectivamente

Heraldo Vaz, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

O 28.º Top Imobiliário contemplou a MRV Engenharia, Cyrela Brazil Realty e Lopes Consultoria Imobiliária com o título de campeãs, respectivamente, nas categorias de Construtoras, Incorporadoras e Vendedoras pelo desempenho das empresas no ano da pandemia. Criado pelo Estadão, o prêmio é uma parceria com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) desde 1993. 

Em plena pandemia, a MRV, vice na edição anterior na categoria Construtoras, agora lidera com 89 torres de apartamentos, no total de R$ 1,1 bilhão. 

Bicampeã como incorporadora, a Cyrela apresentou 24 empreendimentos em São Paulo, avaliados em R$ 3,1 bilhões. Na carteira de lançamentos da Lopes, foram 7,8 mil imóveis com valor geral de vendas (VGV) de R$ 3,9 bilhões. Os números, aferidos pela Embraesp, são de 2020, ano base da premiação e que foi afetado pelos reflexos da crise sanitária

“A fonte de onde extraímos as informações é o Geoembraesp”, diz o sócio Douglas Menezes, da área de Inteligência e Análise de Mercado. Segundo ele, trata-se de um sistema de informação georreferenciado em website, que acompanha há 36 anos a performance da indústria imobiliária da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e serve de base para os rankings que formam o Top Imobiliário.

Com ponderações e pesos diferentes, cinco medições – VGV lançado, número de empreendimentos, de blocos, total de unidades e área a ser construída – classificam as dez empresas, em cada categoria, com maior volume de lançamentos realizados na Grande São Paulo.

Com base nos dados da Embraesp, o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) informou que foram lançados 60 mil apartamentos em 2020 na capital.

Apesar da queda de 8% em relação ao ano anterior (com 65,3 mil unidades), São Paulo é disparado o maior mercado do Brasil, concentrando 40% do total de (152 mil) novos imóveis que chegaram ao território nacional no ano passado. 

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Top Imobiliário 2021: Marca de luxo eleva em 160% projetos de moradia popular

Cyrela destaca segmento de baixa renda, cujos lançamentos subiram de R$ 783 milhões para R$ 2 bilhões

Heraldo Vaz, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Tradicional construtora de imóveis de alto padrão, a Cyrela dividiu sua carteira de lançamentos com a produção de moradia popular, da marca Vivaz, que atua no segmento de baixa renda. A maioria (51%) dos empreendimentos lançados em 2020, ano base do Top Imobiliário, foi destinada ao programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV) e à sua nova versão, o Casa Verde e Amarela (CVA), a partir de setembro. 

Com assinatura da administração da Cyrela, os balanços operacionais apontaram “o segmento MCMV como o principal destaque”, tanto no primeiro como no segundo trimestre do ano passado, marcado pela pandemia e por impactos na economia, “provando a resiliência do segmento de baixa renda durante períodos de crises”, segundo o texto.

Ao fechar 2020, os lançamentos de habitação popular cravaram um salto de 160%, saindo de valor total de R$ 783 milhões em 2019 para R$ 2,04 bilhões. No ano passado, a Vivaz estampou sua marca em 30 projetos, com 10,5 mil unidades residenciais. Na média, cada uma saiu por R$ 200 mil.

A Cyrela apostou no crescimento do segmento. “Temos uma resposta muito boa do mercado”, diz o diretor financeiro da Cyrela, Miguel Mickelberg. “O crescimento é reflexo do planejamento que fizemos.” 

Os apartamentos da Vivaz, lançados em 2020, custam, no mínimo, R$ 149 mil até o máximo de R$ 320 mil, com opção de um dormitório (24 m² de área útil) ou dois quartos (de 34 m² a 42 m²). Mickelberg aponta como os diferenciais do seu produto : “Preços competitivos, localizações estratégicas na cidade e áreas comuns decoradas”.

Custos

A categoria econômica tem uma demanda extremamente forte. “São famílias buscando adquirir o seu primeiro imóvel”, diz ele, contrapondo a crescente inflação nos insumos e materiais de construção. “A pressão dos custos é um dos principais desafios.”

Mickelberg acrescenta que isso afeta a produção de qualquer tipo de imóvel, ao ser questionado sobre o aumento de custos nas planilhas das suas três marcas: Cyrela, para o alto padrão, Living, para o médio, e Vivaz.

“No segmento econômico, há um desafio adicional”, declara o diretor. É o teto de R$ 240 mil, como limite de preço, no caso do programa federal de moradias populares.

No total, foram lançados 58 empreendimentos pela Cyrela em 2020, que alcançaram valor geral de vendas (VGV) de R$ 5,8 bilhões, com aumento de 34% ante o resultado obtido no ano anterior. O segmento de baixa renda respondeu por 35%, enquanto os produtos de alto padrão ficaram com uma parcela maior (47%) do VGV.

Bicampeã

No 28.º Top Imobiliário, a Cyrela foi bicampeã na categoria Incorporadoras, com 6,8 mil imóveis novos e VGV lançado de R$ 3,1 bilhões em São Paulo, de acordo com os dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Na apresentação dos resultados operacionais do terceiro trimestre de 2020, a Cyrela destacou os lançamentos do Vivaz Lapa, com dois dormitórios, a partir de R$ 246 mil, para famílias com renda de R$ 2.500, e de um empreendimento de luxo, o Cyrela On The Parc by Yoo, com preço médio de R$ 21 mil por m².

Com projeto de decoração estúdio britânico Yoo, de Philippe Starck, uma grife de projetos imobiliários, o Cyrela On The Parc, será construído na Vila Clementino, zona sul de São Paulo. Terá apartamentos de 230 m² – a partir de R$ 4,8 milhões – e de 307 m² – na faixa de R$ 6,5 milhões, além das coberturas de 411 m² e 482 m². A mais cara sai por R$ 11 milhões. 

Serão duas torres, cada uma com 28 apartamentos. “O Cyrela On The Parc by Yoo foi um dos lançamentos mais icônicos de 2020, registrando 100% das vendas no período de pré-venda”, diz Mickelberg.

Os produtos de médio padrão da Living registraram a menor parcela dos lançamentos, caindo de R$ 1,3 bilhão em 2019 para R$ 1,06 bilhão no ano passado. Questionado sobre essa queda da 18% no período, Mickelberg disse que “o pipeline de lançamentos por segmento pode variar a cada ano, de acordo com a disponibilidade de terrenos que temos para cada linha”.

Vendas

Em 2020, as vendas de 11 mil unidades residenciais atingiram R$ 4,9 bilhões, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Cerca de metade do VGV veio da comercialização de apartamentos de alto padrão, com R$ 2,4 bilhões.

No primeiro trimestre deste ano, a Cyrela lançou seis empreendimentos. Somente um em São Paulo. Trata-se d o Isla by Cyrela (fase 2), de alto padrão, com 110 apartamentos e VGV de R$ 118 milhões. 

No caso das vendas, a companhia recebeu R$ 1 bilhão, valor 22% superior ao do primeiro trimestre de 2019.  

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Top Imobiliário 2021: Maioria dos imóveis lançados em 2020 custou até R$ 240 mil

Foram 52% do total, segundo dados do Secovi, sendo que o mais barato saiu por R$ 128,8 mil

Heraldo Vaz, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Dos três apartamentos mais baratos lançados em São Paulo no ano passado, dois são obra de empresas premiadas com o Top Imobiliário nesta edição. Com incorporação, venda e construção da Econ, o Next Garden, no Morumbi, com um dormitório, sem vaga e área de 24 m², tem o menor preço, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Foi lançado em maio de 2020 por R$ 128,8 mil em média, R$ 5.366 por m². Serão 239 unidades. 

Em segundo lugar vem o Vivaz Estação Guaianases, lançado em outubro passado, também com um dormitório, sem vaga e 25 m², com preço de R$ 140 mil - em média, R$ 5,6 mil por m². A terceira posição é do Residencial Alto de Guainás, com dois dormitórios e 43 m² por R$ 149 mil - R$ 3,46 mil por m² -, com construção e incorporação da Quartzo Engenharia.

Maioria

O preço de R$ 240 mil separa em dois o mercado de imóveis novos em São Paulo. A maioria (52%) dos edifícios lançados no ano passado oferecia apartamentos que custavam até R$ 240 mil, segundo os dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). 

Foram 31,4 mil unidades residenciais dentro do limite de preços do programa de habitação popular do governo federal. A outra parcela, de 28,6 mil imóveis, atendeu a todos os outros segmentos do mercado. Desde o médio padrão, passando pelo alto e altíssimo padrão até o superluxo, destinado ao topo da pirâmide social.

Em alta

Desde 2016, quando respondeu por 18% do total de lançamentos, as moradias populares não param de crescer. Para segmentar os chamados imóveis econômicos, o Secovi utilizou como referência o teto de preços do programa Casa Verde e Amarela (CVA), que substituiu o extinto Minha Casa, Minha Vida (MCMV), elegendo como limite a faixa de R$ 7 mil por metro quadrado - até o ano passado, segundo a entidade, esse valor era de R$ 5,5 mil.

Em sua pesquisa mensal, o Secovi apontou como o maior destaque as unidades econômicas. Em abril (últimos dados disponíveis), foram 2.620 do total de 4.083 imóveis novos vendidos, uma participação de 64%. Os lançamentos somaram 4.760 apartamentos, com uma fatia de 73% (3.475 unidades) enquadradas no CVA

Concentrada

Para o vice-presidente do Secovi, Emilio Kallas, esse tipo de empreendimento “foi fundamental para o setor superar as dificuldades impostas pela pandemia”.

Em nota, Kallas afirmou: “Unidades de 2 dormitórios, com área útil entre 30 m² e 45 m² e preços de até R$ 240 mil, mantiveram a liderança já observada anteriormente”.

No Anuário do Secovi, o economista-chefe da entidade, Celso Petrucci, destacou a importância do programa Casa Verde e Amarela (CVA), que, no ano passado, respondeu por metade das unidades na cidade de São Paulo. No restante do País, o setor, segundo ele, depende em mais de 75% deste programa de habitação popular. 

“Estudos sobre o crescimento de domicílios, atualizado em 2020, mostram que o mercado tem demanda firme para os próximos 10 anos, mesmo que se mantenha fortemente concentrada nas mais baixas rendas”, escreveu Petrucci. 

O déficit habitacional no Estado de São Paulo supera 1,2 milhão de moradias, incluindo as 591 mil referentes à capital e região metropolitana. 

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Top Imobiliário 2021: Secovi aponta ritmo melhor no mercado e revê previsão

Foram 65,7 mil novas unidades em 12 meses, pouco acima do recorde de 65,3 mil

Heraldo Vaz, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Com lançamento de 4.760 apartamentos em abril, o acumulado em 12 meses (de maio de 2020 a abril de 2021) colocou mais 65,7 mil unidades na cidade de São Paulo. O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Basilio Jafet, confirma o novo recorde. A maior marca anterior, em 2019, era de 65,3 mil imóveis novos. 

Os lançamentos ganharam velocidade neste segundo trimestre. “As estatísticas comprovam o crescimento”, afirma Jafet, com base na pesquisa mensal do Secovi.

“Em abril, já houve recuperação. Ainda não fechamos maio, mas vai haver um grande aumento”, acrescenta.

Construtoras e incorporadoras, como, por exemplo, Cyrela e Plano & Plano, haviam adiado lançamentos em março, quando os estandes de venda foram obrigados a fechar por causa do recrudescimento da pandemia.

“Os lançamentos postergados já estão acontecendo”, afirma Jafet, que vê o “mercado num ritmo melhor” e prepara revisão dos números para um patamar mais alto. 

“A previsão era 10% acima de 2020, mas começamos a repensar, porque este índice pode ser ultrapassado.”

No ano passado, foram lançadas 60 mil unidades em São Paulo e vendidas 51,4 mil. Na capital paulista, os lançamentos superaram as vendas. O inverso ocorreu no Brasil, com a chegada de 152 mil novas habitações e a comercialização de 190 mil.

Anuário

“Inusitado” e “imprevisível” são as definições para 2020 que constam no Anuário do Secovi. Após a crise econômica, o processo de recuperação foi “favorecido pela queda dos juros e ampla oferta de crédito”, lembrou Jafet. “Financiamentos e taxas no menor patamar histórico”, acrescenta o economista-chefe da entidade, Celso Petrucci. 

De acordo com ele, todos ficaram perdidos quando “os plantões de venda foram fechados e as empresas tiveram de se adaptar à nova realidade de um mundo nocauteado por uma pandemia desconhecida”.

Com estandes desativados de março a junho de 2020, o setor investiu em tecnologia e ferramentas digitais para fechar negócios online. A medida surtiu efeito: as vendas na cidade de São Paulo subiram 4% em relação a 2019.

Mas caiu o valor global de vendas, que traz a soma de todas as unidades efetivamente comercializadas, segundo o Secovi. Em 2020, o VGV de R$ 25 bilhões representou queda de 5% comparado ao resultado do ano anterior (R$ 26,3 bilhões). “Caiu por conta do maior número de habitações de menor valor”, explica Jafet.

Do total de 51,4 mil unidades vendidas no ano passado, 49% eram os chamados imóveis econômicos, segundo o Secovi, com preço de até R$ 7 mil por metro quadrado.

Em 2021, medidas restritivas da pandemia tiveram menos impacto. “Os estandes fecharam, mas por pouco tempo”, diz Jafet, salientando que, em termos econômicos, as providências pouco afetaram o mercado. “Com pequena diminuição de lançamentos em março.”

Inflação

Jafet se preocupa com a alta dos insumos e materiais, medida pelo Índice Nacional dos Custos de Construção (INCC). “Já atingiu 15% nos últimos 12 meses, praticamente o dobro da inflação oficial de 8%”, diz, ao comentar que os principais itens, “notadamente cimento e aço, estão aumentando muito e vão se refletir nos preços dos imóveis”.

A pressão dos custos pode afetar o programa Casa Verde Amarela, nova versão do governo federal para o Minha Casa, Minha Vida, que conta com subsídios e tem um teto de preço de até R$ 240 mil em São Paulo.

“Se fugir desse limite, não tem como realizar o empreendimento”, afirma Jafet.

Destinada a famílias de baixa renda, a produção de moradia popular é o segmento mais aquecido do mercado imobiliário e não para de crescer. “A demanda é muito grande por causa do déficit habitacional”, declara o presidente do Secovi.

No caso da Região Metropolitana de São Paulo, com mais de 21 milhões de habitantes, o déficit é de 560 mil habitações, de acordo com a Fundação João Pinheiro.

As pesquisas mensais do Secovi, segundo Jafet, mostram que “os imóveis econômicos já atingem atualmente mais de 60% do total de lançamentos”. 

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Top Imobiliário 2021: Plano & Plano dobra o desempenho

Neste trimestre, número de unidades lançadas foi duas vezes maior às 573 apresentados nos três primeiros meses do ano

Heraldo Vaz, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Depois de postergar lançamentos em março último, a Plano & Plano fechou o primeiro trimestre do ano com a apresentação de dois empreendimentos, no total de 573 apartamentos e R$ 103 milhões de valor geral de vendas (VGV) estimado. De abril a junho, dobrou o número de imóveis e aumentou em 140% o VGV. 

“Foram lançadas 1.155 unidades habitacionais, gerando um VGV de R$ 248 milhões”, afirma o vice-presidente da companhia, Rodrigo Luna. Na média, cada imóvel saiu pelo valor de R$ 215 mil.

Por causa da pandemia, “optamos por adiar alguns lançamentos para nos adaptarmos ao fechamento das lojas”, conta Luna, negando ter mudado o planejamento. Mas ele não revela qual é a previsão de projetos para este ano.

Os dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) classificaram a Plano & Plano nos três rankings do Top Imobiliário. Ficou em terceiro lugar tanto na categoria das incorporadoras como na das construtoras. Com a Plano & Vendas, é quinta colocada entre as vendedoras. “É gratificante ter esse reconhecimento pelo nono ano consecutivo”, declara Luna.

Balanços

O ano passado foi o melhor ano da companhia, de acordo com seu balanço, que divulgou recordes de lançamentos e vendas. 

“Crescemos 16% acima de 2019, lançando 7,7 mil apartamentos em 2020, com VGV de R$ 1,4 bilhão”, afirma Luna.

Foram 20 novos empreendimentos, e apenas um deles não estava enquadrado no Casa Verde e Amarela (CVA), programa de habitação do governo federal que, em setembro, substituiu o Minha Casa Minha Vida (MCMV). 

Voltada para esse segmento, a incorporadora reafirma, em seu balanço, que seu “foco permanecerá no segmento de baixa renda devido à boa demanda e rentabilidade”.

Online

Com 4,9 mil apartamentos e VGV de R$ 874 milhões, as vendas da companhia bateram recorde em 2020. Agora, no primeiro trimestre de 2021, registrou sua maior marca trimestral, com 1.916 unidades vendidas, somando R$ 335 milhões.

Desde março do ano passado, a área comercial da Plano & Plano se adaptou às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, passando a utilizar canais e ferramentas digitais de maneira mais intensiva, de acordo com a companhia.

O investimento em tecnologia acelerou a adaptação à nova realidade de serviços remotos oferecidos pelo setor imobiliário. Com a plataforma Conexão Plano & Plano, desenvolvida para a equipe de vendas, o cliente pode assinar um contrato de forma 100% digital, segundo o vice-presidente. 

No primeiro trimestre de 2021, a maioria (51%) das vendas, segundo Luna, foram originadas de forma digital, chegando a “95% dos contratos assinados em março”.

Em 2020, investimentos da companhia para viabilizar projetos imobiliários somaram R$ 25 milhões, destinados para estandes de vendas, canais e ferramentas digitais.

Capital

A abertura de capital aconteceu em setembro. “Foi um marco”, exulta Luna, contando ter efetuado uma oferta inicial primária (IPO) de R$ 40 milhões. A captação de recursos foi destinada para aquisição de terrenos e de capital de giro.

No primeiro trimestre, a Plano & Plano comprou três novas áreas, alcançando o total de 1,34 milhão de metros quadrados, com potencial de vendas de R$ 10 bilhões, dos quais 87% na cidade de São Paulo. Fica na zona leste o seu maior estoque de terrenos, com um potencial que chega a R$ 3,8 bilhões. 

Com a abertura de capital, a empresa reforçou compromisso com a gestão ESG (Environmental, Social and Governance, em português: ambiental, social e governança).

O primeiro relatório de sustentabilidade será publicado em julho. “Vai seguir diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), pioneira na definição de parâmetros de sustentabilidade, e divulgar indicadores da nossa performance ambiental, social e de governança”, informa Rodrigo Luna.

Inflação

O vice-presidente da Plano & Plano minimiza a pressão de custos nos materiais de construção por conta da “expertise em alvenaria estrutural, com alta eficiência em projetos, além de parcerias de longo prazo com fornecedores e empreiteiros”. E arremata que ainda há margem para continuar atuando dentro do limite do programa Casa Verde e Amarela:”O nosso tíquete médio é de R$ 180 mil”.

Em 2020, a empresa entregou 19 empreendimentos, prontos para morar, somando 6,5 mil unidades. Um destaque é o Hum Liberdade, localizado no centro de São Paulo. 

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Top Imobiliário: MRV faz seu maior volume de lançamentos em um 1º trimestre

De janeiro a março, foram 9.996 unidades; meta para São Paulo é oferecer 23 mil ainda este ano, ante 15.270 em 2020

Eliane Sobral, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

A MRV, conhecida por sua atuação no segmento de imóveis econômicos e no programa Casa Verde e Amarela, mostra a força e resiliência desse segmento nestes tempos de pandemia. 

Depois de alcançar, em 2020, vendas líquidas de 46 mil unidades em todo o País, com valor geral de vendas (VGV) de R$ 7,5 bilhões e receita de R$ 6,6 bilhões – resultado 10% superior ao registrado em 2019 –, a companhia fez em 2021 o maior volume de lançamentos da sua história em um primeiro trimestre: 9.996 unidades, que totalizam R$ 1,7 bilhão em VGV. O resultado representa um desempenho 58% superior a igual período de 2020.

No ano 1 da pandemia, em 2020, a empresa lançou, de acordo com suas informações, 35.082 unidades, sendo 15.279 no Estado de São Paulo e 4.728 na capital. No Top Imobiliário, ficou em primeiro lugar na categoria Construtoras e foi vice nos rankings de Vendedoras e Incorporadoras.

Segundo o diretor executivo comercial da MRV, Thiago Ely, São Paulo representa em torno de 40% das vendas da companhia e a meta é que este índice suba para 50%, com as 23 mil unidades que a empresa planeja lançar em todo o Estado em 2021. Na capital, deverão ser 6 mil novos apartamentos. 

Agilidade

“A pandemia trouxe várias desafios e o maior deles foi aumentar nossa agilidade para que os negócios fossem afetados o mínimo possível”, conta o executivo. Ele lembra que a MRV chegou a fechar uma venda, com aprovação do agente financiador do comprador, em apenas seis horas, quando o mais comum era consumir dias e, às vezes, até semanas. 

A configuração dos apartamentos, e mesmo as áreas comuns dos empreendimentos, também tiveram de se adaptar aos novos tempos. Hoje, diz o executivo, é impensável lançar apartamentos sem varanda e sem espaço para coworking. “A pandemia ressignificou a palavra lar”, afirma.

Em 2020, a empresa também deu novo fôlego ao processo de diversificação de seus negócios, com a criação da Luggo, voltada ao mercado de locação de imóveis de baixo custo, na faixa de R$ 1,5 mil. A proposta é que a MRV compre o terreno, desenvolva o projeto e a nova empresa se encarregue dos aluguéis e gestão das propriedades oferecidas.

Com este produto, a companhia busca atrair o público jovem. Por isso, esses empreendimentos são entregues com comodidades como lavanderias, minimercados e até mini choperia, diz Ely. “Temos mais de R$ 1 bilhão em terrenos comprados e vamos fechar 2021 com oito unidades da marca Luggo entregues”, acrescenta.

O modelo de negócio vem dos Estados Unidos, onde a MRV também está aumentando sua presença por meio da subsidiária AHS. No ano passado, efetuou seis lançamentos em solo americano. O total de unidades em produção e entregues soma 6,7 mil e representa US$ 1 bilhão em VGV. E a projeção para 2021 é puxar para o alto esses números. 

O ano de 2020 também marcou a entrada da companhia no mercado de imóveis de médio padrão, com o lançamento da Sensia Incorporadora. O primeiro empreendimento, no entanto, só foi lançado no início deste ano, em Campinas. 

Com imóveis entre R$ 310 mil a R$ 600 mil, a MRV começa a atender a uma nova faixa de clientes, cuja renda fica entre R$ 7 mil e R$ 12 mil. A meta da Sensia, diz Ely, é chegar a R$ 1 bilhão em VGV até 2023.

Na cidade do interior paulista, a MRV já atua com seus produtos tradicionais. Um deles é o Villa Garden, um complexo de condomínios na Vila Industrial, com apartamentos de 1 e 2 dormitórios com metragens de área total de 36 m² a 43,74 m².

Enquadrado no programa Casa Verde e Amarela, está em uma área com parque linear, ciclovia e pista para caminhadas. Sua área de lazer tem vários itens, como quadra poliesportiva, piscinas adulto e infantil, pomar e bicicletário, entre outros.

Sustentabilidade

Segundo o executivo, em 2020, mais de 70 mil toneladas de resíduos foram reciclados, enquanto a geração de novos resíduos recuou 18%. E 67% dos novos empreendimentos lançados pela companhia utilizam energia solar.

Em janeiro de 2021, a MRV foi a primeira empresa do setor a assinar um compromisso de redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa do programa SBTi (Science Based Targets Initiative), uma versão corporativa do Pacto de Paris, apoiado por instituições como o Pacto Global das Nações Unidas. 

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Top Imobiliário 2021: Cury altera áreas comuns para satisfazer novas exigências

Com a pandemia, comprador passou a exigir comodidades como espaço para o trabalho remoto

Eliane Sobral, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

O ano de 2020 entrou para a história da Cury Construtora. E não apenas pelos desafios trazidos pela pandemia do novo coronavírus, mas também por recordes positivos acumulados em seus principais indicadores de performance. Foram lançados 17 empreendimentos, que representam 34% a mais em relação ao ano anterior. As vendas líquidas cresceram 37% e totalizaram R$ 1,3 bilhão. 

Com operações concentradas em São Paulo e Rio de Janeiro, a empresa incrementou seu banco de terrenos nas duas praças e fechou o ano com potencial de R$ 10,5 bilhões em valor geral de vendas (VGV), crescimento de 82% na comparação com 2019. Esses resultados levaram a Cury Construtora a figurar entre as dez maiores empresas do setor no Top Imobiliário, parceria entre o Estadão e a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Ocupa 0 quarto lugar nas categorias Incorporadora e Construtora e sexto em Vendedoras.

Somente em São Paulo, a Cury colocou 5.280 novas unidades no mercado, somando quase 300 mil metros quadrados de área construída. 

“Foi um ano difícil, não há como negar, mas nos preparamos para crescer e superamos todas as nossas metas”, afirma Leonardo Mesquita, vice-presidente comercial da companhia.

Segundo ele, a Cury, que tem 80% de seus empreendimentos voltados aos clientes do programa Casa Verde e Amarela, foi ágil em adaptar a configuração de seus empreendimentos às novas demandas impostas pela pandemia. 

Com pouca margem para alterar a planta dos imóveis, a estratégia foi apostar nas áreas comuns. “Construímos estúdios com infraestrutura para home office, instalamos minimercados dentro dos condomínios, para que o morador possa fazer compras do dia a dia sem ter de se deslocar, e ampliamos as áreas de recebimento de delivery”, conta Mesquita. 

Um dos que contam com a opção de mercadinho é o Cury Único Jacu Pêssego, em São Miguel Paulista. Com 2 dormitórios, opção de sacada e vários itens de lazer, o empreendimento se enquadra no Casa Verde e Amarela, 

As novidades trazidas pela pandemia são tendências que vieram para ficar, segundo o executivo. “Hoje, o comprador nem pergunta quantas vagas de garagem o empreendimento tem. Ele quer ver a planta do imóvel e esses tipos de comodidade que, até o ano passado, nem estavam no radar.”

Além das mudanças em seus projetos, a empresa também investiu na digitalização, tanto de seus processos quanto na apresentação dos empreendimentos. De acordo com Mesquita, foram R$ 5 milhões aplicados no desenvolvimento de novas tecnologias, que permitiram apresentar plantas virtuais a potenciais compradores. 

“Março e abril do ano passado foram extremamente difíceis, com fechamento dos estandes de vendas. Mas conseguimos responder rapidamente e, ainda no primeiro semestre, 90% das visitas passaram a ser virtuais. Os clientes agora nem precisam mais ir ao escritório fechar negócio”, afirma.

Custos

Assim como as demais empresas do setor, a Cury não ficou imune à inflação de insumos da construção civil. Nos doze meses encerrados em abril, a alta foi de 30%, segundo a Fundação Getúlio Vargas. E, segundo Mesquita, embora seja inevitável repassar pelo menos parte desse aumento ao preço final dos imóveis, a empresa não prevê impacto nas vendas.

Apesar da pressão nos custos, de a pandemia ainda não estar controlada no Brasil e da alta taxa do desemprego, Mesquita afirma que a ordem na companhia é continuar apostando em crescimento. “Estamos buscando regiões com melhores projetos e também com melhores preços. Vamos aumentar a velocidade das obras e buscar clientes em uma faixa de renda um pouco acima do que temos trabalhado”, afirma Mesquita.  

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Top Imobiliário 2021: Lopes acelera atuação digital

Empresa aumenta investimentos em portal, ferramentas e IA

Heraldo Vaz, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

A primeira onda da pandemia, em 2020, carregou pessoas para o isolamento social e acarretou restrição geral para atividades econômicas, disseminando o trabalho remoto. Neste ano, a segunda onda também fechou estandes de vendas, em março e abril, e adiou lançamentos de novos edifícios em São Paulo. 

“A grande diferença é que aprendemos a trabalhar”, diz a diretora comercial da Lopes Consultoria Imobiliária, Mirella Parpinelle, citando uma das lições da covid-19. “Corremos com a transformação digital e estamos mais preparados para atuar com plantões fechados.”

Na categoria Vendedoras, a Lopes conquistou, mais uma vez, o título de campeã do Top Imobiliário. Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), em 2020 a imobiliária lançou 39 empreendimentos, com 52 torres e 7.811 unidades em São Paulo, com valor geral de vendas (VGV) de R$ 3,9 bilhões. O tíquete médio foi de R$ 500 mil por apartamento.

Ferramenta

Com a covid-19, a imobiliária precisou se adaptar à nova realidade, apostando em inteligência artificial e ferramentas para atendimento dos clientes. Mirella lembra que, com a oferta de ações em 2019, “a Lopes captou o dinheiro antes da pandemia, e convergiu o investimento para essa transformação digital”, sob o comando do Lopes Labs, departamento com cientistas de dados, especialistas em computação e tecnologia da informação. 

“Hoje, com assinatura digital, o cliente fecha o negócio na tela do computador”, diz ela. As visitas ao blog e portal da Lopes tiveram aumento de 258% no ano passado, atingindo a marca de 1,9 milhão de acessos no quarto trimestre. “É um crescimento expressivo da presença online”, afirma. 

Mirella não tem a menor dúvida de que haverá cada vez mais produtos destinados ao programa Casa Verde e Amarela (CAV), que substituiu o extinto Minha Casa Minha Vida. Certas regiões são mais propensas para fazer CVA do que outro tipo de projeto. Amparadas pelo Plano Diretor e pela Lei de Zoneamento de São Paulo, as Habitações de Interesse Social (HIS) e de Mercado Popular (HMP) permitem maior adensamento, com apartamentos menores e sem vagas de garagem. 

“Vamos ter muito lançamento de HIS e HMP”, diz Mirella, falando do pipeline de R$ 7,3 bilhões esperado para este ano, segundo o balanço da Lopes, que prevê a concretização de um terço ainda no primeiro semestre.

Para atuar nesse segmento, tem duas frentes, a Habitcasa e a Lopes Econômico. “Trabalhamos juntos”, afirma, ao destacar o crescimento contínuo dos produtos para a base da pirâmide social. “Neste período de pandemia, gente que estava acima caiu para essa faixa de renda.”

MAP

Mirella nota um movimento maior na oferta de imóvel de 90 m² a 120 m² e também acima de 150 m², destinado “a pessoas que estão melhorando de vida e buscam um apartamento mais confortável”. Ela cita o caso de Perdizes. “É um bairro que ficou adormecido por muito tempo.” Agora, apresenta projetos nessa metragem. “Em média, o preço varia de R$ 12 a 15 mil o m².”

Outro exemplo citado é o H.I. Pinheiros, com duas ou três suítes, de 151 m² a 178 m². “Vendemos a R$ 18 mil por m²”, afirma. O preço sai a partir de R$ 2,8 milhões.

Nos Jardins, há um empreendimento da MOS Incorporadora, responsável pela incorporação, pelo projetos de arquitetura e de interiores, com paisagismo de Ricardo Cardim. Localizado na Melo Alves, 645, terá uma torre, de 29 pavimentos, com 96 apartamentos, de 134 m² e 196 m². “Estão lançando a R$ 30 mil o m²”, conta a diretora da Lopes. “É um altíssimo padrão”, ressalta.

Financiamento

A Credipronto é um dos destaques no balanço da Lopes. Combinando o cenário de juros baixos com modalidades de crédito e serviços, apresentou recorde no volume financiado: R$ 3 bilhões no ano passado, representando um aumento de 83% em comparação com o resultado de 2019. 

“A Credipronto é o reflexo do nosso mercado com essas taxas de juro que baixaram, facilitando a entrada de um grande número de clientes”, declara Mirella. Ela salienta que o período de pandemia, já durando mais de um ano, valorizou a importância do imóvel como um porto seguro. “Principalmente para quem ficava muito concentrado em papéis e outras aplicações com tão baixos rendimentos”, afirma. 

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Top Imobiliário 2021: Apartamento mais caro da cidade de São Paulo está à venda por R$ 16,2 mi

Pesquisa da Embraesp aponta o Casa Lafer, no Itaim Bibi, como o de maior preço da capital Paulista

Heraldo Vaz, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Com incorporação da Bolsa de Imóveis Desenvolvimento Imobiliário, a Casa Lafer tem o apartamento mais caro de São Paulo. O preço é R$ 16,2 milhões, segundo o levantamento feito pela Embraesp, reunindo os lançamentos realizados no ano passado, que apontou os três imóveis de maior valor na cidade. 

A Casa Lafer será construída no Itaim, zona sul, e terá residências de 631 metros quadrados, quatro dormitórios e seis vagas. Com entrega prevista para junho de 2023, a unidade está na faixa de R$ 25,7 mil por m². A seguir, por R$ 15,5 milhões vem o apartamento do edifício Arbórea, também no Itaim, mas com um m² mais alto: R$ 33 mil.

Foi lançado em outubro pela Benx, incorporadora premiada nesta edição do Top Imobiliário. São 28 unidades, uma por andar. As opções partem de 472 m², com 4 suítes. A cobertura triplex supera 1.000 m² de área. A 75 metros do Parque do Povo, tem em suas áreas comuns spa e sauna, Jacuzzi e piscina coberta, entre outros atrativos.

A construção é da BN Engenharia, que também responde pela construção e incorporação do The Frame, na Vila Nova Conceição, o terceiro mais valioso da capital. Lançado em dezembro, oferece 359 m² por R$ 11 milhões (R$ 30,6 mil por m²).

Um representante do superluxo imobiliário – mas lançado há mais tempo, em 2017 – é o Heritage by Pininfarina, da Cyrela, com 29 apartamentos de 570 m², um por andar, com preço de R$ 20,2 milhões, ou R$ 35,5 mil por m². Com uma cobertura, de 1 mil m², o prédio ficou pronto para morar em outubro passado.

“O Heritage é o projeto mais exclusivo já idealizado pela Cyrela”, afirma o diretor financeiro da empresa, Miguel Mickelberg. “Estamos com 90% do empreendimento vendido.” 

Em terreno de esquina, com 3,4 mil m², na Rua Leopoldo Couto Magalhães, no Itaim, o Heritage tem uma torre de 33 andares e 130 metros de altura. O design de vidro e concreto reflete o estilo de carros esportivos, especialidade do escritório italiano Pininfarina.

O mercado de alto luxo, diz Mickelberg, se mantém aquecido, “independentemente do cenário econômico, em função da escassez de projetos”.

Além do empreendimento de “altíssimo padrão” lançado pela MOS Incorporadora, na Rua Melo Alves, 645, com 36 unidades, de 134 m2, a 394 m2, por R$ 30 mil o m2, a diretora comercial da Lopes, Mirella Parpinelle, cita outros exemplares desse mercado de luxo.

“Há o Alameda Jardins lançado pela Lopes”, diz Mirella, referindo-se ao empreendimento da Tishman Speyer, com projeto assinado pelo escritório de arquitetura Aflalo/Gasperini. São apartamentos, de duas a quatro suítes, com até 268 m², na Rua Chabad, nos Jardins. 

“Está saindo por R$ 35 mil o metro quadrado lá em cima com uma vista eterna”, afirma a diretora comercial.

Empreendimentos como esses, destinados ao topo da pirâmide, são projetos únicos, que estão voltando a movimentar o segmento de luxo em São Paulo, declara Mirella. Apenas 600 imóveis lançados no ano passado, o que representa 1% do total, tinham mais de 180 m², segundo dados da Embraesp, tabulados pelo Secovi-SP. 

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Top Imobiliário 2021: Even muda configurações, encerra atuação no Rio e se concentra em SP

Porto Alegre é outra praça onde a empresa vai centrar esforços; venda foi área que mais se transformou

Leonardo Pessoa, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

A Even, incorporadora com operações no alto padrão, também registrou, como reflexo da pandemia, aumento da demanda nesse segmento por projetos com ambientes mais espaçosos, de maior qualidade e novas configurações. “Todos nossos empreendimentos hoje estão sendo preparados com coworking no térreo e alguns com home office privativo, uma torre ao lado”, explica. 

Presente em duas categorias do Top Imobiliário – Incorporadoras (7.º lugar) e Vendedoras (9.º lugar) –, a Even lançou, em 2020, 13 empreendimentos. com 2.488 unidades com valor geral de vendas (VGV) de R$ 1,4 bilhão. A receita líquida chegou a R$ 1,7 bilhão.

“Vínhamos de um 2019 magnífico, e em 2020 já teríamos um VGV em torno de 25% inferior. Com a pandemia, ficamos um semestre sem lançar, mas o segundo veio forte, com uma retomada significativa”, afirma o vice-presidente de Operações, João Azevedo.

Para concentrar esforços onde enxerga mais possibilidades de negócios, como São Paulo e Porto Alegre, a Even encerrou sua operação no Rio de Janeiro. “Lançamos muito por lá até 2015, mas a crise no Rio foi muito mais dura do que no resto do País, e sentimos que a retomada estava morosa, mesmo depois de 2019”, diz Azevedo. 

Segundo comunicado da empresa, a organização descontinuou as operações alienando a totalidade das ações da Viedma – que possui cotas das sociedades para o desenvolvimento de oito empreendimentos na capital fluminense – ao Fundo Imobiliário Estoque Residencial e Comercial Rio de Janeiro (ERCR11). Além disso, busca potenciais compradores para dois terrenos no oeste da cidade. 

Reflexos

Também em consequência da pandemia, o modelo de vendas e a formalização dos contratos mudou. “O segmento que mais se transformou foi a venda de imóveis, que nunca mais voltará a ser como antes”, diz Azevedo. Ele conta que, normalmente, o processo de venda levava muito tempo, com horas na mesa, e agora o processo ficou mais dinâmico. “Antes da pandemia, apenas 10% dos contratos eram assinados digitalmente, normalmente por pessoas que estavam viajando. Agora, são quase 95%. A formalização, na sua maior parte, é digital.”

Na opinião de Azevedo, 2021 começou forte em vendas, mas as fases de transição impactaram o primeiro trimestre, comprometendo os lançamentos. “O ano está um pouco prejudicado, vamos tentar virar o jogo no segundo semestre. Colocamos todas as nossas fichas nesse período”, diz. 

Segundo a empresa, no primeiro trimestre, houve lançamentos de R$ 716 milhões em VGV estimado, vendas líquidas de R$ 586 milhões e um lucro líquido do R$ 84 milhões. Nesse período, lançou dois empreendimentos residenciais, além da conclusão da transação envolvendo o Hotel Fasano Itaim (no valor de R$ 280 milhões) e demais ativos (R$ 30 milhões). 

Para a empresa, um dos destaque de 2020 foi o Platô Perdizes, que já vendeu 60% das 148 unidades (entre 140m² e 190m²), com duas ou 3 vagas, 4 dormitórios com suítes, quadra de tênis e piscina cobertas, pub, spa e praça particular. 

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Top Imobiliário 2021: Vendedoras projetam forte alta nos negócios

Para Abyara, elevação irá a 25% e, para Fernandez Mera, a até 70%

Leonardo Pessoa, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Depois de redesenhar suas estratégias de venda para modelos híbridos, com foco na digitalização, sem descuidar do físico, duas empresas do setor não ligadas a incorporadoras e contempladas no Top Imobiliário, Abyara Brokers e Fernandez Mera, estimam incrementar as vendas em 25% e até 70%, respectivamente, neste ano.  

“Tudo indica que vamos ter um segundo semestre bastante forte”, diz Gonzalo Fernandez, presidente da Fernandez Mera, voltada ao segmento de alta renda. Ele prevê 70%, mas diz que o crescimentos será de no mínimo 50%.

“Digo isso porque, de janeiro a maio, tivemos 30% a mais em vendas do que no mesmo período de 2020, principalmente por conta dos estoques lançados a partir de outubro último.” A empresa prevê fechar 2021 com 35 lançamentos. 

“Estamos confiantes. Caso o Estado consiga administrar a pandemia, com o avanço das vacinas e assertividade nas medidas de combate ao vírus, além do controle da inflação dentro da meta, lançaremos aproximadamente R$ 8 bilhões este ano”, afirma Caetano Capano, presidente da Abyara Brokers, referindo-se à estimativa de 25% de alta nas vendas.

A Abyara aposta na alta demanda pelos imóveis populares em localizações centrais ao longo de eixos do transporte público e associados ao programa Casa Verde e Amarela. Os imóveis de uso misto – residência e escritório – também devem ganhar mais relevância a partir de agora. “Caso do Esquina Pinheiros, que lançamos em 2021 e já tem 80% vendido na primeira semana”, diz Capano. 

O empreendimento possui apartamentos de 82, 96 e 134 m², 1 a 3 suítes, estúdios, salas comerciais e lojas. Contudo, ele faz questão de citar o Parque Global, assim como a Fernandez Mera, como o grande destaque do ano. Localizado na zona sul, o megacomplexo com VGV de R$ 11,5 bilhões, tem 5 torres, 672 unidades lançadas e metragens de 142 m² a 552 m². 

Quarto lugar no levantamento da Embraesp, com mais de 3.000 unidades lançadas em 2020 e um valor geral de vendas (VGV) de R$ 3,9 bilhões, a Abyara Brokers não se intimidou, segundo Capuano, quando os estandes começaram a fechar e as restrições de circulação foram impostas pela pandemia, no ano passado. Tanto que a empresa fechou 2020 com alta de 23% nas vendas.

De acordo com ele, a companhia – que centraliza seus empreendimentos nas zonas sul e oeste da capital – estava pronta para esse momento, após experimentar 0 lançamento 100% digital do Vitta Ipiranga, em parceria com a Vitacon, no final de 2018. “Em março de 2020, direcionamos 100% do nosso investimento em marketing para o digital, migrando nossos eventos para as plataformas. Investimos em ferramentas e treinamentos, capacitando nossos corretores para atuar 100% de forma remota”, conta. 

Na 10.ª posição no ranking da Embraesp, a Fernandez Mera finalizou 2020 com 23 lançamentos – o que corresponde a 3.701 unidades, 400 mil metros quadrados de área construída e VGV de R$ 2,7 bilhões. A alta de 19% nas vendas frente a 2019, segundo o presidente Gonzalo Fernandez, deve-se em boa parte à digitalização. “Remanejamos vendas do off para o online, aprimoramos ferramentas e elevamos em 30% os investimentos em marketing digital.” 

Entre as soluções implementadas, ressalta a plataforma de tour virtual FMERA 360° e a adoção do chatbot com inteligência artificial para atendimento. “Na plataforma estão todos os nossos empreendimentos decorados e fotografados, e só no passado, teve mais de 78 mil usuários.”

Fernandez aponta que a tendência do modelo híbrido de trabalho vem empurrando muitos compradores para fora do eixo Faria Lima-Paulista. 

“As pessoas perceberam que podem morar um pouco mais longe e isso favorece bairros como Chácara Santo Antônio, Morumbi, Lapa, chegando a Alphaville e até Jundiaí, que tem um grande potencial”, afirma. Investidores interessados em estúdios, e unidades de 1 a 2 dormitórios, voltados à locação, complementam a lista de quem busca opções nessas localidades. 

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Top Imobiliário 2021: Megaprojeto impulsiona atuação da Benx

Empresa antecipa lançamentos com o sucesso de vendas do Parque Global, empreendimento que foi retomado no ano passado

Silvio Nascimento, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Em linha com os bons números do mercado imobiliário, o mega empreendimento Parque Global, na zona sul da capital, está impulsionando os resultados da Benx Incorporadora. O sucesso de vendas das duas torres lançadas em agosto de 2020 – após cinco anos de embargo, por questões ambientais –, já fizeram a empresa antecipar seus planos. 

“O planejamento era para lançar duas torres em 2020, uma em 2021 e as outras duas em 2022. Mas já lançamos quatro (duas neste primeiro semestre) – a primeira está 100% vendida, a segunda 95% e a terceira, 75%”, afirma o diretor geral, Luciano Amaral.

Maior empreendimento do Brasil, segundo a companhia, ocupa um terreno de 217 mil m². “Serão cinco torres com 660 unidades, shopping center e complexos de educação, faculdade, saúde, num novo modo de viver e de morar. Só na área residencial são R$ 2,2 bilhões de valor geral de vendas (VGV). E muito verde, algo que quase se tornou obrigatório para quem tem a oportunidade escolher”, diz Amaral. Segundo ele, já estão vendidas 340 unidades.

Ao longo de quase 1,5 km à beira do Rio Pinheiros, próximo ao Parque Burle Max, os cinco edifícios de 47 andares terão unidades de 142 m², a partir de R$ 2 milhões, até 600 m², custando entre R$ 10 milhões e R$ 11 milhões. 

Segundo a incorporadora, não faltará tecnologia nem itens de exclusividade e conforto, como wine bar, office center para pelo menos 30 pessoas, simulador de golfe, piscina com estrutura gourmet, deck e área ao ar livre, pistas de boliche, sala de cinema e quadras de tênis. Tudo assinado por escritórios de arquitetura europeus. O VGV total do empreendimento é estimado em R$ 11,5 bilhões.

As duas torres lançadas em 2020 contribuíram para colocar a Benx entre as vencedoras do Top Imobiliário na categoria Incorporadoras. No total, foram seis lançamentos e 1.263 unidades oferecidas ao mercado no ano passado. 

De acordo com a companhia, que pertence ao grupo Bueno Netto, foi o melhor ano em toda sua história. Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), a empresa teve um VGV lançado de R$ 1,26 bilhão.

Amaral diz que, apesar do adiamento de lançamentos por causa da pandemia, no ano passado, a empresa estava preparada e conseguiu aproveitar bem o momento, ajudada pelas taxas de juros em queda, a oferta abundante de crédito e ainda pelo aquecimento da demanda. 

“Reforçamos nosso pessoal e demos novos treinamentos em vendas e investimos em marketing digital. O mercado ajudou e quadruplicamos os R$ 400 milhões de lançamentos de 2019”, afirma o executivo.  

As condições que favoreceram o mercado também deram fôlego à outra vertente da equação que deu o melhor ano à incorporadora, o segmento econômico, com os empreendimentos do Viva Benx. 

Com o conceito de trazer o econômico para mais perto do centro da cidade, ficando mais próximo de maior oferta de trabalho, serviços e transporte, a empresa fez, ao longo do tempo, lançamentos em bairros como Barra Funda, Vila Leopoldina, Jardim Marajoara, Mooca, Santana, Vila Mascote e Vila Mariana, entre outros.

O Viva Benx tem apartamentos de 24 m² a 37 m², de R$ 180 mil a R$ 280 mil, com “qualidade e charme”, segundo Amaral. “Deu muito certo, pois oferecemos boa localização, arquitetura e design de interiores modernos e uma pegada de sustentabilidade aliada à economia, como reúso de água, pisos com maior capacidade de limpeza, economia de energia, elevadores inteligentes.” 

Para dar ideia de como as vendas estão bem em 2021, Amaral conta que o Viva Benx Vila Olímpia, lançado em dezembro, tinha 80% das 450 unidades vendidas em pouco mais de dois meses; o da Faria Lima tinha contratos assinados de 230 das 250 unidades – parte dos dez lançamentos do ano, que devem garantir o crescimento previsto entre 10% e 15% no ano.

Embargo

O Parque Global foi lançado em 2013, mas as obras foram embargadas em agosto de 2014, por três ações, duas relacionadas a questões ambientais – sobre a reabilitação ambiental do terreno e outra devido a dúvidas sobre a suficiência das medidas ambientais – e uma relativa a projeto, que teve como um dos objetos a exigência de aprovação dos empreendimentos por meio de processo único pela Prefeitura.

As ações ambientais foram encerradas por acordo homologado em segunda instância e, em março de 2019, foi extinta a terceira ação, pois foi aprovado o Estudo de Impacto de Vizinhança e Relatório de Impacto de Vizinhança (EIV-RIV) solicitado.

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Top Imobiliário 2021: Meta da Econ é colocar no mercado 20 novos projetos até o final do ano

Onze deles serão lançados no 2º semestre pela empresa, que atua basicamente no Casa Verde e Amarela

Silvio Nascimento, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Com atuação no segmento econômico, mercado que respondeu por quase metade dos lançamentos da capital em 2020, a Econ fechou 2020 com 14 lançamentos, 4.077 unidades e valor geral de vendas (VGV) de R$ 893 milhões, de acordo com dados da Embraesp, basicamente com projetos que atendem ao programa federal Casa Verde e Amarela

O resultado colocou a empresa, que desde 2001 entregou 70 empreendimentos e 18.867 unidades em todo o Estado, no Top Imobiliário, nas categorias Incorporadora e Vendedora. 

Para 2021, a previsão é de um salto de 30% no crescimento, segundo o diretor de Incorporação da Econ, Fábio Magalhães Verçosa. “Planejamos 20 lançamentos. Já fizemos quatro e teremos cinco pré-lançamentos entre junho e julho. Para o segundo semestre, serão mais 11 empreendimentos”, declara o executivo.

Como exemplo do que promete ser este ano, Verçosa conta que a empresa fez, há 60 dias, o lançamento do empreendimento Flap Guarulhos e das 358 unidades, de um e dois dormitórios, de 41 m² e 43 m² – todas do programa Casa Verde e Amarela –, e já tinham comercializado 310 há cerca de uma semana.

De acordo com ele, a tecnologia foi a grande marca do ano diante das dificuldades da pandemia. “Tivemos muita velocidade em assimilar novas exigências do mercado”, diz. 

Segundo o executivo da empresa, o desafio imediato era quebrar a resistência de um mercado razoavelmente conservador, sem o costume de trocar de imóvel, e que ainda estava acostumado a visitar estandes, ver perspectivas impressas e a assinar, “com caneta”, documentos de compra e venda.

“Com o cliente do segmento econômico mais tempo em casa, ele se deparou com a falta de preparo para o home office, na maioria dos casos, e agora, com mais tempo, ‘saiu’ para o mercado à procura de imóvel que oferecesse novas condições. E assimilou bem a assinatura digital”, afirma Verçosa.

‘Filosofia’

A Econ atua forte na cidade de São Paulo e nos municípios de São Bernardo, Guarulhos, Diadema e Santo André, entre outros. E, em todos os empreendimentos, segundo informa, “aplica sua filosofia de alternativas inteligentes e metodologias otimizadas”. 

Isso significa, segundo a empresa, projetos em alvenaria estrutural, padronização arquitetônica que permite replicar um projeto em vários empreendimentos, captação de água de chuva para reaproveitamento, torneiras com temporizador e iluminação com LED nas áreas comuns e bicicletário.

Primeiro lançamento pós-abertura dos estandes, o E/Life Mandaqui estava 70% vendido em outubro e, no fim do ano, tinha zerado o estoque. Tem unidades de 42 m², fora do Casa Verde e Amarela. São dois dormitórios, uma vaga na garagem, e terraço gourmet integrado com a cozinha e área de serviço, com sugestão de churrasqueira ecológica, lazer completo, com piscina, academia, salão de festas. O preço de comercialização estava na casa de R$ 290 mil. 

No ano passado, a Econ fez o lançamento de apenas dois produtos de médio padrão, um deles fora da cidade de São Paulo.  

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Top Imobiliário 2021: Kallas volta ao ranking com valor de vendas 95% maior

Companhia arrecadou R$ 1,5 bilhão em 2020, ante R$ 780 milhões no ano anterior, segundo seus dados

Silvio Nascimento, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Há 38 anos no mercado e mais de 150 mil unidades residenciais entregues em quase quatro décadas, a Kallas fez 16 lançamentos no ano em que se instaurou a pandemia. Foram 3.436 unidades, todas na cidade de São Paulo e Região Metropolitana, e registrou um valor geral de vendas (VGV) de R$ 1,5 bilhão, de acordo com os dados da companhia. Um crescimento de quase 95% em relação aos R$ 780 milhões de 2019. 

O desempenho garantiu sua participação no Top Imobiliário, figurando no ranking das três categorias do prêmio, depois de ter ficado de fora da premiação em 2020. Está em sexto lugar entre as incorporadoras e também entre as construtoras. No ranking das vendedoras, ocupa a oitava posição.

Para 2021, as projeções são positivas, apesar de a empresa ter suspendido lançamentos no primeiro trimestre, “por uma questão estratégica”, segundo informou a empresa em respostas enviadas à reportagem. 

No entanto, as vendas foram “robustas”, apesar das dificuldades impostas pela segunda onda da pandemia, de acordo com a Kallas. No período, o volume de vendas líquidas atingiu R$ 222,7 milhões, informa, representando um aumento de 115% em comparação ao mesmo período do ano anterior. 

Diante desse resultado, a Kallas revela que continuará com sua estratégia de lançamentos e vendas e ressalta que está bastante capitalizada e pronta para aproveitar o “bom momento” do mercado imobiliário, de acordo com as respostas enviadas. E informa que o landbank, ao final do primeiro trimestre, era de R$ 6,1 bilhões, com 47 terrenos e 20,4 mil unidades em potencial. Na visão da empresa, esse cenário dá fôlego para sustentar o crescimento.

Premium

A diversificação é parte da estratégia do grupo. A Kallas Arkhes é focada no segmento premium com produtos no valor de R$ 350 mil a R$ 20 milhões. Entre os seus lançamentos está o Veritás Vila Madalena. Com plantas de 163 m² e 297 m², tem 4 dormitórios e está localizado a 600 metros da Estação Sumaré do metrô.

A Kazzas, outra integrante do grupo, é voltada para o mercado de empreendimentos econômicos, com tíquete médio de R$ 230 mil. Entre os lançamentos está o Quaddra Butantã (que contempla o Casa Verde e Amarela), com unidades de 24 m², 33 m² e 44 m², um e dois dormitórios, distribuídos em quatro torres.

No ano passado, foi criada outra marca: a K’urb. Sua proposta é atingir o público que busca a primeira moradia, contemplando toda a infraestrutura de comércio, lazer, e serviços necessários. Os preços são de R$ 137 mil, em média, a unidade. 

Os projetos são criados, conforme a Kallas, para alinhar qualidade de vida e respeito ao meio ambiente, tendo a sustentabilidade como um dos focos.

Segundo a empresa, a diversificação foi um dos focos para ultrapassar o duro início da pandemia, em que as vendas caíram e havia incertezas de como o mercado se comportaria.

Além disso, o grupo apostou em tecnologia. No auge da pandemia, os esforços de vendas foram totalmente canalizados para o time online. Para a Kallas, a medida só foi possível porque a ela já possuía sua empresa de vendas, a KV, e seus empregados receberam treinamento online pela Universidade Kallas, a fim de aprimorar as técnicas de comercialização.  

No balanço geral, a participação das vendas online aumentou de 2% do total (2019) para 13% (dezembro de 2020). E hoje, o cliente pode realizar tours virtuais e assinar os contratos digitalmente. 

Custos

De acordo com a Kallas, todo o setor vem sentindo o aumento dos custos refletido no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) e cada companhia vem adotando estratégias específicas para lidar com a questão. 

Pode envolver, por exemplo, um foco maior nas negociações com fornecedores, antecipação de compras e desenvolvimento de novas tecnologias para a redução de custos. 

A Kallas, porém, informa que o INCC não interfere na decisão de lançamento, pois os juros ainda estão em níveis historicamente baixos e o déficit habitacional no País é enorme. 

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Top Imobiliário 2021: Região Metropolitana de São Paulo lança 69% menos

Mercado local apresentou 5,3 mil novos apartamentos com valor global lançado de R$ 2,3 bilhões

Leonardo Pessoa, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

O mercado imobiliário da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), não computando a capital, sentiu forte retração no ano passado e registrou crescimento apenas nas vendas de imóveis com mais de 130 m², uma alta de 9,4%, de acordo com o Sindicato da Habitação (Secovi-SP)

Segundo dados da Embraesp, os 38 municípios lançaram 5,3 mil apartamentos (menos de 450 por mês), uma redução de 69% em relação ao ano anterior. Foram R$ 2,3 bilhões em valor global lançado (VGL) – uma queda de 60%. 

As cidades com mais lançamentos, conforme a empresa, foram Osasco (2.816 unidades, a um preço médio de R$ 6,2 mil por m²), Guarulhos (2.230 unidades e R$ 5,7 mil por m²), Cotia (1.512 unidades a R$ 4,5 mil o m²), Itapevi (1.224 unidades com R$ 4,2 mil por m²) e São Bernardo (1.093 unidades R$ 6 mil por m², em média).

De acordo com a Embraesp, a área total construída em 2020 foi de 6 milhões de metros quadrados na Região Metropolitana (incluindo a capital), após os 7,9 milhões de metros quadrados feitos em 2019, uma redução de 24%. 

“A queda foi bem proporcional a todo o momento que nós vivenciamos. Sem a pandemia, certamente, 2020 superaria o ano anterior”, diz Douglas Menezes, sócio-diretor.

Tamanho

Na região, predominaram imóveis com até 65 m², que responderam por 74% de todos os lançamentos. O Secovi-SP informa que foram 2.166 unidades com metragem entre 45 m² e 65 m² e 1.815 com menos de 45 m².

As vendas ficaram bem abaixo das previsões, segundo a entidade, atingindo R$ 3,7 bilhões em VGV, um volume 27,5% inferior ao de 2019. 

O principal destaque de crescimento aparece na faixa dos imóveis acima de 130 m², enquanto a redução mais acentuada aconteceu nas unidades com menos de 45 m² (-49,6%), seguida por aqueles com área útil entre 45 m² e 65 m² (-40,5%). De acordo com o Anuário do Mercado Imobiliário do Secovi-SP, os imóveis de até R$ 240 mil tiveram maior participação de vendas, com 4,2 mil unidades e 45,3% do total comercializado.

Santo André

O empreendimento mais caro na RMSP, segundo a Embraesp, é o Epic Patriani, em Santo André, no valor de R$ 1,9 milhão. Lançado em setembro pela construtora Patriani, são 44 unidades, 8 opções de plantas de 190 m² (R$ 10 mil o metro quadrado), 2 e 3 suítes ou 4 dormitórios, 3 vagas de garagem, espaço reservado para ponto de recarga de carro elétrico ou bicicleta elétrica, entre outras facilidades. A previsão de entrega é outubro de 2023.

Por outro lado, o mais barato é o Sunset by Zatz, em Cotia. Lançado pela Zatz Empreendimentos, em março de 2020, com financiamento do programa Casa Verde e Amarela. 

Dispõe de duas plantas: 168 unidades de 45 m² com 2 dormitórios, 1 banheiro, 1 vaga e preço de R$ 170 mil; e 10 unidades de 37 m², com 1 dormitório, 1 banheiro, 1 vaga, lançado a R$ 140 mil. A previsão de entrega é abril de 2023.  

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Top Imobiliário 2021: Tenda aposta em inovação para ganhar mercado

Empresa troca aço por fibra de vidro em obras de prédios baixos

Leonardo Pessoa, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 05h00

Uma das maiores empresas voltadas ao segmento popular, com mais de um terço de seus negócios localizados na cidade de São Paulo e Região Metropolitana, a Tenda quer se transformar numa construtech, com inovações tecnológicas como grande diferencial competitivo. A empresa já trilha esse caminho, com fábrica off-site, que produz casas fora do canteiro de obras, adoção de fibra e adoção de ferramentais digitais. 

Dados divulgados pela Tenda mostram que ela lançou 5.898 unidades em 2020 na capital e Região Metropolitana, uma alta de 6,5% em relação ao ano anterior. A área passou a representar 37,1% do VGV de R$ 2,67 bilhões referente às 18.120 unidades lançadas em todo o País.

“Nos últimos dois anos, houve um interesse muito grande de outras companhias nesse segmento, e, como partiram do zero, elas cresceram mais. Agora, estamos prontos para resgatar esse lugar”, afirma Renan Sanches, diretor Financeiro e de Relações com Investidores.

Segundo ele, o caminho para essa conquista é ter os preços mais acessíveis do mercado. E, para isso, diz ser relevante mexer nos custos produtivos. “Nos últimos 8 anos, conseguimos reduzi-los em até 30%, com a otimização da mão de obra. Agora, estamos entrando no segundo momento da industrialização da companhia, que é olhar para materiais que tragam mais eficiência”, diz Sanches. Nessa esteira, a Tenda já começou a substituir o aço por fibra de vidro – que é ligado ao concreto – nos prédios baixos. “Reduzimos a necessidade dessa commodity em mais de 50%, o que gera mais valor no momento atual”, afirma. Até setembro, todos os prédios que se encaixam no perfil já devem operar com fibra de vidro. 

Nos mais altos, a empresa começou a usar drywall no lugar das paredes de concreto internas, que também exigem aço, e a projeção é finalizar 2022 com todos os prédios nessa configuração. “É uma economia importante. Esses dois projetos têm a capacidade de eliminar a inflação de um ano”, afirma. 

No interior

Preparando o terreno para chegar a pequenas e médias cidades no interior do País, a Tenda adquiriu uma fábrica em Jaguariúna (SP), que está em fase final de instalação e deve entrar em operação no próximo trimestre. 

Com essa fábrica off-site, a capacidade de produção da empresa – que hoje é de 20 mil unidades por ano, podendo chegar a 30 mil, no máximo – poderá dobrar de tamanho. “Não queríamos ir para o interior sem ter um modelo industrial, porque é isso que traz diferencial competitivo e eficiência de custo”, assinala Sanches. 

Antes da aquisição, o executivo conta que a companhia visitou unidades off-site em países desenvolvidos e dedicou mais de dois anos de estudos ao tema. “É trazer habitação de primeiro mundo para a habitação popular no Brasil, um salto de qualidade para o cliente, além de termos mais eficiência de custos do que o mercado faz tradicionalmente”, diz. 

Alta

Para 2021, a Tenda estima um crescimento de 15% nas vendas e, se depender dos resultados até meados de junho, ele deve vir. “Estamos com bom volume de lançamentos e vendas. Fora isso, estamos conseguindo reconstituir as margens diante do impacto de custos que nós tivemos”, relata. 

A solução, conta, foi o reajuste dos preços. “Aumentamos nosso preço em torno de 2% em relação ao ano passado para balancear a nossa oferta, e não sabemos até onde vai. Podemos testar outros acréscimos enquanto não afetarem a nossa velocidade de venda.” 

Com os desafios da pandemia ainda em curso, a Tenda vem procurando outros caminhos para aproximar os vendedores dos clientes. “Reforçamos muito o áudio no WhatsApp, que virou um fator determinante, já que é a conexão mais próxima entre eles”, conta. Além disso, a companhia viu saltar de 20% para 71% o acesso de clientes na plataforma digital com a criação do aplicativo Tenda com você.

A Tenda também buscou ferramentas digitais, como uma nova plataforma de vendas para se conectar com os vendedores terceiros (são mais de 300 imobiliárias), e os autônomos. 

Mesmo com o avanço da vacinação contra a covid-19 e as perspectivas mais animadoras para o controle da crise sanitária, Sanches avalia que a conversão dos clientes para o digital segue tendo importância. 

“Não sabíamos como as pessoas nesse segmento iriam se comportar, se iam continuar querendo aquela conexão física com o vendedor, mas elas tiveram confiança do contato online. Superamos essa barreira.”

Vendido

O maior destaque da Tenda em São Paulo foi o Viva Marajoara, no Jardim Marajoara, iniciado em abril de 2020 e 100% vendido (60% para famílias de até três salários mínimos). São três blocos que somam 456 unidades com 44,18 m² de área útil, 58 garagens descobertas de uso comum, e valor de R$ 202,5 mil. 

Reúne atrações como playground, saco de boxe, horta/pomar, salão de festas, fitness externo e bicicletários. “O condomínio está em uma região em que o preço do metro quadrado era acessível apenas para famílias de média e alta renda”, diz. 

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