Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Top Picks: Analistas apostam em empresas voltadas para o mercado doméstico em 2020

Expectativa da aceleração do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano deve ter reflexos diretos nos resultados corporativos

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2020 | 18h32

Os analistas do mercado financeiro acreditam que o ano de 2020 na Bolsa de Valores será, principalmente, das empresas mais voltadas para a demanda doméstica. Isso por conta da expectativa da aceleração do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, que deve ter reflexos diretos nos resultados corporativos.

O estrategista de pessoa física do Santander, Renato Chanes, aponta cinco segmentos que devem se destacar em 2020. Ele aponta as empresas de serviços públicos (utilities), cujas ações se assemelham a "títulos de renda fixa", por conta da maior previsibilidade de resultados. Ele indica a CPFL Energia como representante deste setor.

Chanes aponta ainda empresas líderes em seus setores, com oportunidade de reinvestimento e perspectiva de aumento de participação de mercado. O analista cita Localiza e Lojas Renner como exemplos. Outra categoria que deve se dar bem em 2020, de acordo com o estrategista do Santander, é a de empresas com eficiência operacional, como Rumo e Randon.

O quarto grupo citado por Chanes é chamada de "calls seculares, que se beneficiam de tendências seculares de crescimento ou melhora do PIB per capita". Ele aponta os setores de educação e saúde neste segmento, com destaque para SulAmérica. E finalmente, o profissional aponta as estatais, com o Banco do Brasil a frente.

"Por fim, mas não menos importante, sempre gostamos de ter algum hedge cambial em nossas carteiras, e sugerimos exposição aos setores de Proteína (JBS), Papel & Celulose (Suzano) e Mineração (Vale) para este fim", diz o estrategista do Santander.

A maioria dos analistas aponta os setores de construção civil e varejo como detentores das melhores perspectivas para este ano. Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais, afirma que mesmo assim, é importante avaliar individualmente as empresas, "pois estão em estágios distintos de mercado e situação financeira".

O analista da Terra Investimentos, Regis Chinchila, além de construção e varejo, cita as siderúrgicas, que devem ser impulsionadas pelo aquecimento do mercado imobiliário e investimentos em infraestrutura. A equipe da MyCap afirma que os segmentos de saúde e educação podem ser surpresas positivas em 2020.

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, afirma que mesmo as ações que já subiram bastante em 2019 têm bom potencial para este ano. Ele cita os segmentos de varejo, alimentos, educação e construção.

Com o começo de um novo ano e de um novo mês, bancos e corretoras fizeram muitas alterações em suas recomendações. A Ágora Investimentos, por exemplo, manteve só Totvs ON em relação à sua carteira de dezembro, e inseriu CPFL ON, Gerdau PN, Movida ON e Qualicorp ON.

O BB Investimentos deixou somente Weg ON da sua lista anterior, e incluiu Marisa Lojas ON, Gafisa ON, Mahle Metal Leve ON e Petrobrás PN na carteira de janeiro. O Santander fez duas alterações, retirando Lojas Renner ON e Even ON, com as entradas de Lojas Americanas PN e Randon PN.

Na carteira da Planner, somente CVC ON foi mantida, e entraram Banrisul PNB, BR Properties ON, Enauta ON e Wiz ON. A Mirae também fez quatro mudanças, mantendo somente Magazine Luiza ON, e inserindo BRF ON, Cogna ON, MRV ON e Romi ON.

O Modalmais mudou toda sua carteira, composta por Braskem PNA, CVC ON, Embraer ON, Fleury ON e Petrobrás PN. A MyCap fez duas mudanças, tirando Qualicorp ON e Raia Drogasil ON para as entradas de Trisul ON e Yduqs ON. Finalmente, a Guide Investimentos fez uma troca, de Itaúsa PN por B3 ON.

 

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