Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Top Picks: Analistas estão mais otimistas com Vale do que com Petrobrás

Esta semana deverá ser a mais importante da atual temporada de balanços referentes ao segundo trimestre de 2019

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2019 | 06h00

Antes da semana mais importante da atual temporada de balanços referentes ao segundo trimestre de 2019, os analistas demonstram maior otimismo em relação aos resultados que serão apresentados pela Vale, enquanto a Petrobrás inspira mais cautela, após os relatórios de produção das duas empresas. Os resultados da Vale saem na próxima quarta-feira (31), e os da Petrobrás na quinta-feira (1.º).

Luiz Caetano, analista da Planner Investimentos, afirma que a forte alta nas cotações do minério de ferro devem mais que compensar a redução na produção registrada pela Vale no segundo trimestre. Além disso, houve aumento nas vendas em relação ao primeiro trimestre.

 

Sobre a Petrobrás, Caetano espera que “o resultado do trimestre não deve ser melhor que nos períodos anteriores”. Ele ressalta que as vendas caíram bastante, principalmente no exterior. Ele aponta ainda dois dados negativos no relatório de produção: o Fator de Utilização das Refinarias, e a perda de participação de mercado no mercado nacional de combustíveis.

André Ferreira, da MyCap, lembra que o relatório de produção da Vale ainda mostra os efeitos da tragédia em Brumadinho (MG), mas que os resultados serão beneficiados pela valorização do minério durante o trimestre. O analista está otimista também com a Petrobrás, mesmo com os pontos negativos na produção.

Outro analista otimista em relação à Vale é Pedro Galdi, da Mirae Asset. Ele espera vendas líquidas de aproximadamente R$ 37 bilhões, Ebitda de R$ 19 bilhões e lucro em torno de R$ 11 bilhões. Para a Petrobrás, ele espera faturamento de cerca de R$ 90 bilhões, Ebitda na faixa de R$ 30 bilhões e lucro em R$ 6,5 bilhões.

O economista-chefe do Modalmais, Alvaro Bandeira, lembra que apesar nas quedas de produção em ambas as companhias, os resultados operacionais a serem apresentados devem ser bons, por conta dos preços do petróleo e do minério, além do câmbio favorável.

Na visão de Ricardo Peretti, estrategista da Santander Corretora, mesmo com a produção mais fraca registrada pela Vale, as vendas superaram as estimativas do banco em 12%. “Embora a produção tenha sido menor do que a esperada, elevamos nossas estimativas de Ebitda do trimestre para US$ 4,992 bilhões (de US$ 4,732 bilhões) refletindo vendas impulsionadas pelo consumo de estoque, que acreditamos mais do que compensar os custos de produção mais elevados.”

Para Betina Roxo, analista da XP Investimentos, os potenciais riscos para a Vale após Brumadinho estão cada vez mais mitigados. “Vemos as ações da Vale atrativas, com uma rentabilidade de 10-15% de sua geração de caixa em 2019-20, que pode ser ainda maior com preços de minério de ferro surpreendendo positivamente.”

Em relação às recomendações, a Modalmais trocou toda sua carteira, composta agora por B3 ON, Cosan ON, CCR ON, Itaúsa PN e RD ON. O mesmo acontece com a Nova Futura, que recomenda Ambev ON, BR Distribuidora ON, B2W ON, CPFL ON e Kroton ON.

A Mirae manteve somente Itaú Unibanco em relação à semana anterior. O restante da carteira é composta por JBS ON, Lojas Renner ON, Petrobrás PN e Vale ON. A MyCap fez duas alterações, colocando Even ON e Lojas Renner ON. A Guide fez somente uma alteração, com a saída de Sanepar Unit e a entrada de IRB Brasil Re ON.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.