Paulo Vitor/ Estadão
Paulo Vitor/ Estadão

Top Picks: Analistas estão otimistas com resultados de Petrobrás e Vale no 3º trimestre de 2019

Os relatórios de produção das duas companhias baseiam as estimativas positivas dos profissionais do mercado

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2019 | 04h00

Na próxima quinta-feira (24), Petrobrás e Vale divulgarão seus resultados do terceiro trimestre de 2019, e os analistas demonstram otimismo em relação aos números que serão apresentados pelas companhias. Os relatórios de produção das duas companhias, divulgados nesta semana, baseiam as estimativas positivas dos profissionais do mercado.

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, acredita que o grande destaque do balanço da Petrobras será a relação dívida líquida/Ebitda, que já deve demonstrar melhora com a política de venda de ativos. "Considerando o preço médio do petróleo na faixa US$ 55 o barril e efeito cambial, esperamos bons números de faturamento e Ebitda. O lucro líquido tende a superar o mesmo período do ano anterior", afirma Galdi.

Sobre a Vale, o analista da Mirae acredita em um resultado forte, considerando o volume de produção, o câmbio em alta e o preço do minério de ferro acima de US$ 90/tonelada. "Estas premissas indicam forte geração operacional de caixa e para este trimestre aguardamos que as deduções relacionadas ao acidente de Brumadinho não sejam tão intensas, permitindo apresentação de lucro líquido importante", avalia.

Para André Ferreira, analista da MyCap, o único ponto do relatório de produção da Petrobrás que desperta certa preocupação é queda das vendas de derivados, por conta do encolhimento do mercado doméstico. Pelo lado positivo, Ferreira aponta principalmente a produção no pré-sal, que já representa mais de 60% do total.

No caso da Vale, os números de produção aumentaram a chance de a mineradora atingir seu guidance de venda para este ano, segundo Ferreira. "Para o próximo trimestre, seguirá no radar a questão da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que no trimestre anterior ocasionou alta volatilidade na cotação do minério, com a sinalização de uma trégua entre as duas potências, a empresa tende a se beneficiar", diz o analista da MyCap.

Ricardo Peretti, estrategista de Pessoa Física da Santander Corretora, também aponta o bom desempenho da Petrobrás no pré-sal, e destaca a ausência de interrupções significativas durante o terceiro trimestre. "Olhando à frente, estimamos que a produção no quarto trimestre precisaria crescer algo como 3% para atingir nossa estimativa de crescimento anual de produção de 5% em 2019". Ele lembra que o guidance da empresa está entre 0,6% e 5,7% de crescimento no ano.

Sobre a Vale, Peretti aponta que o terceiro trimestre confirmou a sequência de recuperação das atividades após Brumadinho. Mesmo com as vendas ficando um pouco abaixo do esperado pelo Santander, o estrategista espera uma compensação por meio da queda nos custos de produção, "resultando em um Ebitda de US$ 5,145 bilhões, 11,8% maior do que o registrado no segundo trimestre". Além disso, se o quarto trimestre da mineradora também for sólido, abre a possibilidade de retomada no pagamento de dividendos, que o banco espera para o final deste ano ou começo de 2020.

Foram feitas poucas mudanças nas carteiras recomendadas. A Guide fez uma alteração, retirando Cogna ON e colocando Via Varejo ON. A Mirae fez duas trocas, colocando BRF ON e Localiza ON. A MyCap fez três mudanças, inserindo Banco do Brasil ON, Eletrobras ON e MRV ON.

A Nova Futura só manteve Sanepar PN em sua carteira, que passa a ser composta também por BRF ON, Eletrobras ON, Petrobrás PN e Iguatemi ON.

 

 

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