Daniel Teixeira/Estadão
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Top Picks: Após semana de alta volatilidade, corretoras adotam postura mais defensiva

Com a Bolsa brasileira acumulando perdas de 7% nesta semana, analistas montaram as carteiras com as ações que oscilam menos e têm resultados mais estáveis em seus balanços

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2020 | 21h00

Depois de o Ibovespa acumular perdas de 7% nesta semana, as corretoras resolveram adotar uma postura mais cautelosa em suas recomendações para o início de novembro. Nas carteiras recomendadas que tiveram alterações, é possível perceber maior número de ativos considerados mais "defensivos", ou seja, que oscilam menos e têm resultados mais estáveis em seus balanços.

Até mesmo em casas que fazem revisões mensais, é possível perceber a maior presença de ações menos voláteis. É o caso da Ágora, que da carteira de outubro, manteve só Vale ON. A corretora retirou Banco Inter Unit, JBS ON, Notre Dame ON e Yduqs ON para as entradas de Taesa Unit, Telefônica Brasil PN, Tupy ON e Via Varejo ON.

Sobre a Telefônica, que apresentou seus resultados do terceiro trimestre de 2020 esta semana, a Ágora afirma que a companhia apresentou crescimento de assinantes móveis tanto no segmento pré-pago quanto no pós-pago, e há uma expectativa de reajuste de preços para o quarto trimestre. A corretora cita ainda o preço atrativo da ação, e a aprovação pelos acionistas da migração para o segmento Novo Mercado da Bolsa paulista, a B3, que pode gerar valor principalmente aos minoritários.

Outra corretora que adotou uma linha mais defensiva foi a Guide Investimentos. Ela fez três alterações em sua lista. Saíram Cosan ON, Movida ON e Quero-Quero ON para a entrada de Bradesco PN, Gerdau PN e Localiza ON. Todas divulgaram seus números do terceiro trimestre durante a semana.

"Com relação ao Bradesco, seguimos otimistas com o avanço do lucro do banco, e expectativa de maior distribuição de dividendos nos próximos trimestres. Ainda vemos espaço para a continuidade de resultados fortes, mesmo em um ambiente de queda da taxa de juros", diz a Guide.

A Easynvest não fez mudanças em sua carteira de outubro para novembro, mantendo Itaú Unibanco PN, Qualicorp ON, SLC Agrícola ON, Taesa Unit e Vale ON. Mesmo sem alterações, a corretora justifica suas escolhas principalmente com a solidez demonstradas pelos setores dos quais as empresas fazem parte.

É o caso da Taesa, que atua no ramo de transmissão de energia elétrica. Segundo a equipe da Easynvest, o setor é considerado "mais defensivo e de grande representatividade no Ibovespa, pagador de dividendos, fornece serviços essenciais e de utilidade pública" que sofrem menor impacto no contexto atual.

As outras corretoras confirmam essa tendência, com alta participação de grandes bancos e varejistas mais consolidadas. É o caso da Ativa Investimentos, que trocou BTG Pactual Unit, Embraer ON e Porto Seguro ON por Petz ON, que estreou recentemente na Bolsa, Raia Drogasil ON e Telefônica Brasil PN.

A MyCap trocou B2W ON e Klabin Unit por Bradesco PN e Gerdau PN. A Mirae Asset manteve somente Vale ON em relação à carteira da semana passada, retirando Gerdau PN, Magazine Luiza ON, Santander Brasil Unit e Suzano ON, que foram substituídas por Iochpe Maxion ON, Itaú Unibanco PN, JHSF ON e Via Varejo ON.

A Santander Corretora trocou Ambev ON por Carrefour ON. E por fim, a XP Investimentos fez duas trocas em sua carteira técnica, retirando Itaú Unibanco PN e Natura &Co. ON para as entradas de Magazine Luiza ON e Notre Dame ON.

 

 

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