Magazine Luiza/Divulgação
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ESG

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Magazine Luiza, Via Varejo e C&A entram nas recomendações de analistas, que projetam um crescimento para o setor por meio das vendas de menor valor

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2020 | 21h00

As carteiras recomendadas pelas corretoras para o mês de maio e para a próxima semana refletem uma estratégia de procura por ganhos no curto prazo. Segundo os analistas, está difícil traçar cenários mais longos, já que muitos Estados e municípios sinalizam o endurecimento das restrições sociais, inclusive com lockdown, para brecar a disseminação da covid-19. Assim, há uma predominância de papéis de exportadoras e varejistas fortes em e-commerce nas recomendações.

No caso das carteiras mensais, tanto a Ágora Investimentos quanto o Banco do Brasil Investimentos (BB-BI) inseriram Magazine Luiza ON em suas listas de recomendações. O BB ainda incluiu Via Varejo ON em sua lista. A Ágora explica que no curto prazo, projeta um crescimento na venda de produtos de menor valor e alta frequência, o que reforça a estratégia de plataforma eletrônica do Magazine Luiza.

A Ágora fez outras três mudanças na sua carteira para maio. Além de Magazine Luiza ON, foram inseridas Cesp PNB, Movida ON e Totvs ON, com as saídas de Sanepar Unit, Taesa Unit, Tenda ON e TIM ON. No BB-BI, para as entradas das duas varejistas, saíram Rumo ON e Vale ON.

A Guide Investimentos optou por incluir B2W ON em sua carteira para a próxima semana, no lugar de Via Varejo ON. A equipe da corretora enxerga oportunidades de valorização de curto prazo, o que foi corroborado pela divulgação dos resultados do primeiro trimestre. A Guide destaca principalmente o marketplace desenvolvido pela B2W como diferencial durante a atual crise. Outra mudança promovida pela Guide foi a troca de Minerva ON por BRF ON.

Julia Monteiro, analista da MyCap, confirma que entre as empresas voltadas à economia local, somente as de e-commerce devem ser menos impactadas pelo prolongamento das restrições sociais. E o movimento de alta do dólar deve durar mais do que se esperava anteriormente, o que deve aparecer nos resultados das exportadoras.

Para Renato Chanes, do Santander, ainda é muito cedo para chamar esse movimento de migração para exportadoras e e-commerce de tendência, mas é um indicador de maior cautela no curto prazo. "Os setores dolarizados devem se mostrar mais atrativos no curto prazo, mas lembramos que a nossa pauta de exportação é concentrada majoritariamente em commodities, cujo peso relativo dentro do Ibovespa vem caindo nas últimas revisões (hoje o grupo representa 32% do índice, contra um pico de 57% em outubro de 2009), portanto, insuficiente para alterar a tendência geral do nosso mercado, na nossa opinião".

Enrico Cozzolino, analista de renda variável do Daycoval, aponta que as ações das exportadoras se beneficiam, além da alta do dólar, o preço baixo dos papéis em relação aos seus patamares históricos. No entanto, ele afirma que " definição de tendência ainda não está tão clara em virtude da volatilidade alta".

Além das mudanças já citadas, A Ativa Investimentos fez três alterações, com as entradas de CPFL ON, Embraer ON e SLC ON. O Daycoval fez duas alterações, inserindo Bradesco PN e Telefônica Brasil PN.

A Planner fez duas alterações, com as entradas de C&A ON e Totvs ON. A Socopa também fez duas mudanças, inserindo EDP Brasil ON e Hypera ON.

A Mirae fez duas alterações na sua carteira semanal, com as inclusões de JBS ON e GPA ON. Por fim, a MyCap fez três mudanças, com as entradas de Bradesco PN, Hypera ON e Usiminas PNA.

 

 

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