Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Top Picks: Commodities ganham espaço em carteiras ante alta mundial de preços

Expectativa do mercado é de que o ciclo dos insumos continue favorável neste ano, com a perspectiva de recuperação robusta da economia global e da manutenção de taxas de juros ainda baixas

Luísa Laval, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2021 | 21h00

As ações de empresas ligadas a commodities, em especial minério de ferro e petróleo, continuam a conquistar espaço na maior parte das carteiras semanais e mensais de corretoras. A expectativa do mercado é de que o ciclo dos insumos continue favorável neste ano, com a perspectiva de recuperação robusta da economia global e da manutenção de taxas de juros ainda baixas.

“O crescimento do PIB brasileiro é fortemente correlacionado com o ciclo de commodities. Apesar de estimativas oficiais do IBGE mostrarem que apenas 8% da economia é composta por commodities, o setor representa mais da metade das exportações, e muito mais quando se consideram os impactos indiretos também”, escreveram os analistas da XP, Fernando Ferreira e Jennie Li, em relatório divulgado nesta semana.

Nesta sexta-feira, 4, a Vale anunciou a paralisação do complexo de Mariana (MG), para atender a notificação da Superintendência Regional do Trabalho de interdição das atividades em áreas próximas à barragem Xingu, da Mina Alegria. Segundo a empresa, a medida terá impacto na produção local de 40,5 mil toneladas de finos de minério de ferro por dia. Embora o efeito financeiro no curto prazo seja considerado baixo por casas de análise, a segurança das operações da mineradora traz preocupação.

“A questão é quanto tempo vai levar para que as operações voltem ao normal”, escrevem os analistas Leonardo Correa e Caio Greiner, do BTG Pactual, em relatório divulgado há pouco. “Desnecessário dizer que essa notícia é uma surpresa e poderia impactar a percepção do investidor sobre a evolução da ‘história’ da Vale.” Para o banco, um aumento nas cotações do minério em consequência da paralisação ajudaria a compensar os menores volumes.

Por isso, permanece o otimismo com o segmento no País. A Ágora, por exemplo, adicionou Usiminas PNA e PetroRio ON à sua carteira. Além disso, a corretora acrescentou Guararapes ON e Simpar ON. Foram retiradas BR Distribuidora ON, C&A ON, EcoRodovias ON e Itaúsa ON.

A Guide incluiu EspaçoLaser ON, Ômega Geração ON e SLC Agrícola ON, enquanto retirou BTG Pactual Unit, Mosaico ON e PetroRio ON. “A forte valorização recente do minério no mercado internacional e a maior demanda da China por minério de maior qualidade, além das melhorias operacionais, deverão compensar os riscos de governança e ambientais da companhia”, diz o analista Luis Sales.

A Órama fez apenas uma alteração nas escolhas: retirou Ambev ON e colocou CSN ON no lugar. “A escolha vem em linha com a perspectiva de crescimento em setores básicos que consequentemente irão impulsionar os resultados da empresa no decorrer do ano de 2021”, afirma a corretora.

O Modalmais trocou toda a carteira para o mês de junho: retirou BTG Pactual Unit, EcoRodovias ON, Localiza ON, Porto Seguro ON e Raia Drogasil ON. No lugar, ficaram Cosan ON, B3 ON, Hypera Pharma ON, Santander Unit e Totvs ON. 

O Banco do Brasil Investimentos (BB-BI) retirou BrasilAgro ON, Gerdau PN e Inter Unit da seleção para junho, enquanto incluiu Intelbras ON, Lojas Marisa ON e Petrobras PN. O Santander realizou apenas uma troca, ao colocar Petrobras ON no lugar de B3 ON.

 

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