Marcelo Min/Estadão
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Top picks: Elétricas atraem com dividendos e perspectivas de mais privatizações

Empresas de energia elétrica estão no centro das atenções dos investidores neste momento, por conta das ofertas de ações já realizadas e previstas para os próximos dias

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2019 | 04h00

As empresas de energia elétrica estão no centro das atenções dos investidores neste momento, por conta das ofertas de ações já realizadas e previstas para os próximos dias. A abertura de capital da Neoenergia e a oferta subsequente da Light apresentaram boa demanda, e demonstram a confiança no setor. Segundo analistas, os dividendos e a perspectiva de privatizações de estatais federais e estaduais reforçam o otimismo.

 

O analista da Nova Futura, Alexandre Faturi, aponta Cemig e Engie como as preferidas da corretora no setor, e está otimista para o segundo semestre. “Em relação à Engie, maior companhia privada de geração de energia elétrica no País, entendemos que as operações de M&A beneficiam a empresa, que se consolida no segmento de geração de energia. Já no caso da estatal, contemplamos a possibilidade de privatização no segundo semestre, visto que o Estado de Minas Gerais permanece pressionado pelo atual nível do déficit fiscal.”

O analista da Mirae Asset, Pedro Galdi, lembra que as empresas do setor são muito procuradas pelos investidores que buscam retorno por dividendos. Ele lembra ainda que outras operações de privatização, como a diminuição da participação da Cemig na Light, devem ocorrer.

O bom desempenho do setor depende muito do ritmo da recuperação econômica, segundo Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais. “O IPO da Neoenergia foi um bom exemplo de um setor que pode começar a recuperação, depois das mudanças caóticas do passado. O futuro depende muito da retomada do crescimento econômico e de acompanhar mudanças na matriz energética do País, principalmente no que tange a usar o gás natural em substituição ao óleo combustível nas usinas térmicas, com menor custo.”

Bandeira aponta a Eletrobras como melhor alternativa dentro do segmento, por conta da possibilidade de capitalização e privatização.

Ricardo Peretti, estrategista de Pessoa Física da Santander Corretora, destaca vários fatores que beneficiam as elétricas, principalmente em tempos de recuperação da atividade econômica. “Elas têm receitas normalmente reajustadas pela inflação, estabilidade de geração de caixa, bons retornos pela distribuição de dividendos e oportunidades de crescimento em todos os três segmentos de atuação (geração, distribuição e transmissão de energia)”, explica.

Dentre as preferências, Peretti destaca Energisa e Equatorial, no segmento de distribuição, Alupar, no segmento de transmissão, e Cesp, exclusiva de geração.

Para a próxima semana, o Santander fez uma alteração em sua carteira, retirando Lojas Renner ON e inserindo Rumo ON. Quem também fez somente uma alteração foi a Terra Investimentos, com a saída de Itaú Unibanco PN e a entrada de Bradesco PN.

A Guide Investimentos fez duas alterações. Saíram EcoRodovias ON e Lojas Americanas PN, e entraram Duratex ON e B3 ON. No caso desta última, os analistas esperam que os números operacionais continuem trajetória de crescimento neste ano.

A Mirae trocou toda sua carteira, que será composta por Banrisul PNB, Cemig PN, GPA PN, Petrobras PN e Ultrapar ON. A Nova Futura também fez uma alteração total, e as recomendações ficam com Lojas Americanas PN, Cemig PN, Braskem PNA, Gerdau PN e Sabesp ON.

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